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CEO da K21 alerta para os “modismos” no meio empresarial

“Normalmente todos estes modismos vêm acompanhados de ideias, como: vai ser muito fácil fazer e vai ser uma solução vai revolucionar a empresa. O Agile é vendido como um método pronto e fácil de fazer”, referiu o co fundador da K21. 
insolvências empresas
18 Julho 2023, 17h12

O co fundador e CEO da K21, Carlos Felippe Cardoso – também conhecido no meio por CFC – alertou os cerca de 40 gestores presentes na sala à cerca das “management fads” (“modas de gestão”, que consistem em mudanças de filosofia implementadas pelas organizações que não passam de modas.

As declarações foram proferidas na conferência “Fórum de Executivos – Liderança Transformadora”, organizada pela empresa de consultoria e formação K21, que tem sede no Brasil e presença em Portugal, Estados Unidos e Espanha. O Jornal Económico é media partner e que decorre esta tarde na sede da PHC, no Taguspark, em Porto Salvo.

“Agora sou BPO manager? Agile officer? Que nome vou dar ao novo departamento? Cuidado com os modismos. São discussões que gastam energia. Normalmente todos estes modismos vêm acompanhados de ideias, como: vai ser muito fácil fazer e vai ser uma solução vai revolucionar a empresa. O Agile é vendido como um método pronto e fácil de fazer”, referiu o co fundador da K21.

Para CFC a “moda está a matar grande parte das transformações”. “Os modismos são simples, prescritivos, servem para tudo, são facilmente copiáveis, falsamente encorajadores”

O cofundador e diretor geral da K21 defendeu que a eficiência e a eficácia são as duas importantes, mas “só uma das duas paga a conta”. Na sua opinião, se não houver eficácia, de uma maneira eficiente, porque o custo também é importante, não existe evolução no negócio.

CFC apresentou até uma comparação com as Forças Armadas da maior economia do mundo. “Dependendo do desafio, a estratégia do Exército americano é diferente. Há pelo menos três, entre os quais alguns que não precisam de autorizações. Tenho a certeza de que há sectores, nos contextos das vossas empresas, em que o modelo de comando está a funcionar muito bem”, contou.

Para Carlos Filipe Cardoso “sem uma estratégia clara que resposta a perguntas” como “que preciso ser? qual o meu alvo? em quanto tempo?” e que “concilie resultados e aprendizados continuamento, não conseguiremos evoluir continuamente”.

No ambiente empresarial, CFC sublinhou a importância de “combinar atuação em profundidade com a amplitude das aprendizagens”. É importante “ser uma organização que aprende em ciclos cada vez mais curtos, gera resultados e expande as suas aprendizagens para toda organização”.

 

 

 

 


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