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Exchange Trade-Funds (ETFs) representarão 24% dos ativos dos fundos até 2027, diz Oliver Wyman

A consultora lembra que, no final de dezembro de 2022, o total de ativos de ETF sob gestão atingiu os 6,7 biliões de dólares a nível mundial, aumentando a taxa de crescimento anual composta (CAGR) em cerca de 15% desde 2010.
20 Julho 2023, 14h36

De acordo com o estudo “The Renaissance of ETFs” da Oliver Wyman, os Exchange Trade-Funds (ETFs) representarão 24% do total dos ativos dos fundos até 2027, face aos atuais 17%.

A consultora lembra que, no final de dezembro de 2022, o total de ativos de ETF sob gestão atingiu os 6,7 biliões de dólares a nível mundial, aumentando a taxa de crescimento anual composta (CAGR) em cerca de 15% desde 2010.

“O crescimento dos ETF tem sido a tendência mais disruptiva do sector da gestão de ativos nos últimos 20 anos, com os ETF a ganharem quota do volume de todos os fundos nos EUA e na Europa”, lê-se no estudo.

No final de dezembro de 2022, o total de ativos de ETF sob gestão atingiu os 6,7 biliões de dólares a nível mundial, aumentando em cerca de 15% a taxa de crescimento anual composta (CAGR) desde 2010, quase três vezes mais rapidamente do que o crescimento observado nos fundos de investimento tradicionais, segundo os dados divulgados pela consultora.

“O crescimento explosivo das ETF tem sido a tendência mais disruptiva no setor da gestão de ativos nos últimos 20 anos. Prevemos que venham a representar cerca de um quarto de todos os ativos dos fundos nos próximos cinco anos. Isto pode transformar-se numa oportunidade estratégica para a indústria criar uma franquia de ativos ETF, ou confiar em plataformas de marca branca, que fornecem uma infraestrutura rentável para os precursores de fundos lançarem os seus ETFs”, explica Kamil Kaczmarski, sócio de Seguros e Gestão de Ativos da Oliver Wyman.

O relatório apresenta uma visão pormenorizada das tendências de crescimento ao longo da última década e conclui que o recente boom dos ETF está a levar os pequenos fornecedores de fundos e os precursores individuais dos ETF a lançarem novos produtos de investimento inovadores, simples e de baixo custo com um maior impacto na Europa.

“Na sequência do crescimento sem precedentes dos ETF, que passaram de 12% do total de novos lançamentos de fundos em 2016 para 23% até 2022, este relatório vem confirmar que o panorama dos ETF acaba de passar à próxima fase de crescimento, desta vez impulsionado pelo crescimento dos ativos dos ETF temáticos”, refere a Oliver Wyman.

Estes ETF temáticos estão a ganhar tração junto dos investidores que não só procuram estratégias diferenciadas para vencer o mercado, como também procuram cada vez mais produtos que satisfaçam as suas necessidades de investimento ambiental e socialmente responsável e que lhes permitam relacionar-se com questões atuais. Além disso, diz a consultora, “a crescente visibilidade e acessibilidade dos ETF, na sequência de um maior interesse dos investidores dos EUA, está também a impulsionar um aumento da adoção de ETF entre os investidores europeus. Em 2022, 13% dos lançamentos de fundos ETF foram efetuados no mercado europeu, sendo que em 2016 tinham sido apenas 5%”.

No que toca à comparação entre os novos lançamentos de ETF comparada com os fundos de investimento tradicionais na Europa 2016-2022 (em número de fundos), o relatório apresenta uma visão pormenorizada das tendências de crescimento ao longo da última década e conclui que o recente boom dos ETF está a levar os pequenos fornecedores de fundos e os precursores individuais dos ETF a lançarem novos produtos de investimento inovadores, simples e de baixo custo com um maior impacto na Europa.

Sobre os novos desafios no lançamento de ETFs, e embora as tendências favoráveis – como a crescente procura por parte dos pequenos investidores, as vantagens fiscais e de custos, a regulamentação favorável, a forte procura de ETF temáticos e a indexação direta – venham a influenciar positivamente as perspetivas de crescimento dos ETF, “aqueles que pretendem lançar um ETF enfrentam uma série de desafios. Entre estes incluem-se o elevado custo da criação de infraestruturas de ETF, o elevado risco de insucesso e a dificuldade de encontrar pessoas especializadas em ETF”, refere a consultora.

A Oliver Wyman diz que apesar das tendências favoráveis no que respeita às vantagens fiscais e de custos, de regulamentação, de forte procura e de indexação direta, quem quer lançar um ETF enfrenta uma série de desafios relacionados com os elevados custos de criação de infraestruturas e o elevado risco de insucesso.

“Estes desafios levaram ao aparecimento de fornecedores de ETF de marca branca, um modelo de negócio relativamente novo que permite aos fornecedores de fundos introduzir rapidamente as suas estratégias no mercado. Estes fornecedores oferecem serviços de fiduciários, de custódia, administração de fundos, gestão de carteiras e serviços de marketing e distribuição, criando economias de escala e reduzindo o risco financeiro para os pequenos fornecedores de fundos no lançamento de um ETF, refere a consultora.

A Oliver Wyman faz uma previsão do mercado de ETF 2017-2027 (em biliões de dólares) na Europa e EUA. Assim os ativos sob gestão irão subir entre 13% e 18% de 2022 a 2027 para 12 a 16 biliões de dólares. Os net-flows subirão 10 a 13% no mesmo horizonte temporal e a valorização do mercado contribuirá, ao ser de entre 3% a 5% de 2022 a 2027.

 


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