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E-Redes lança projeto que permite ajustar consumo e ou produção mediante uma compensação

Podem participar no projeto-piloto os consumidores cujas instalações possam entregar à rede uma potência de pelo menos 10 kilowatts (kW) individualmente, ou grupos de pontos de consumo que no seu conjunto ofereçam no mínimo esses 10 kW, avança a empresa.
25 Julho 2023, 22h16

A E-Redes, empresa do grupo EDP responsável pela operação da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal continental, lançou ao primeiro leilão de mercado de flexibilidade local, ao nível das redes de distribuição, com o lançamento do projeto piloto FIRMe. Trata-se de um projeto-piloto que dará uma compensação às famílias para reduzirem o consumo de eletricidade.

“Nos próximos dois meses, todos os utilizadores da rede elétrica, ligados nas zonas abrangidas pelo piloto, podem participar neste leilão, desde que entreguem individualmente uma potência superior a 10kW, ou em alternativa, através de uma entidade que agregue vários utilizadores de rede e que consiga entregar em conjunto, no mínimo, 10kW, através da união de um portfólio de ativos”, avança a empresa.

Segundo o comunicado, são oito zonas geográficas, distribuídas pelo território nacional, a dar o arranque à primeira licitação que afere “a disponibilidade dos utilizadores da rede elétrica de ajustar o seu consumo e ou produção para dar resposta às necessidades de operação de rede mediante um pagamento por parte da E-Redes”.

Para já, só os consumidores de eletricidade nestas regiões poderão participar neste projeto-piloto.

A E-Redes explica que “as ofertas dos Prestadores de Serviços de Flexibilidade (PSF) podem ter uma componente fixa, que representa a disponibilidade para prestar o serviço, e é paga independentemente da prestação do serviço, e uma componente variável, que é paga caso seja necessário ativar o serviço de flexibilidade”.

Os consumidores que sejam elegíveis para participar

“Fica ao critério do Prestadores de Serviços de Flexibilidade oferecer apenas fixo, apenas variável ou uma combinação das duas, sendo que posteriormente a E-Redes seleciona as melhores ofertas consoante a necessidade, de acordo com o regulamento já publicado na página web dedicada ao projeto – FIRMe“, refere a empresa em comunicado.

Uma vez encerrado o leilão, a E-Redes tem previsto o estabelecimento de contratos com os potenciais fornecedores de serviço que entrarão em vigor em janeiro de 2024 e terão uma duração de 2 anos, período no qual será testada a operação da rede com recurso à flexibilidade.

A empresa explica que “os leilões decorrem na plataforma da Piclo, líder no fornecimento de serviços de flexibilidade, e todas os utilizadores registados recebem comunicações diretas das diferentes fases do processo”.

“O registo é simples requer apenas que se preencha um pequeno questionário, para que a E-Redes perceba qual o perfil de utilizador de cada um”, conclui a empresa que é o principal operador da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão.

A E-Redes sublinha que cm o início do mercado de flexibilidade, o operador de rede de distribuição, consegue utilizar a flexibilidade local enquanto solução para gerir restrições na rede e contribuir para a utilização de tecnologias de baixo carbono.


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