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Da energia aos serviços. Curta viagem pelos lucros e prejuízos das cotadas no primeiro semestre

Empresas e bancos mostraram os seus números do primeiro semestre.
30 Julho 2023, 09h30

EDP – Miguel Stilwell d’Andrade

Lucros da EDP disparam para 437 milhões de euros

Os lucros da EDP registaram um aumento de 43% para 437 milhões de euros no primeiro semestre de 2023 face ao período homólogo do ano anterior. A empresa justifica este resultado pela recuperação de mais 68% da produção hidroelé- trica, que tinha sido fortemente impactada pela seca extrema em Portugal no primeiro semestre de 2022. Já o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 24% para 2.464 milhões de euros, impulsionado pela subida da produção hídrica e normalização dos custos de abastecimento de eletricidade e gás face ao período homólogo do ano anterior. Já o resultado líquido recorrente aumentou 72% para os 517 milhões de euros, estando excluídos 80 milhões de euros de custos não recorrentes.

EDP Renováveis – Miguel Stilwell d’Andrade

Lucros da EDP Renováveis tombam 70% para 80 milhões

Energia a Os lucros da EDP Renováveis caíram 70% para 80 milhões de euros no primeiro semestre, face aos lucros de 265 milhões do período homólogo. No segundo trimestre, entre abril e junho, a EDP Renováveis alcançou lucros de 15 milhões de euros, uma quebra face aos 65 milhões do trimestre anterior. Também as receitas caíram 1% para 1.225 milhões de euros no primeiro semestre do ano, segundo comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O EBITDA caiu 23% para 754 milhões de euros. A energética justifica os números com a fraca produção no primeiro semestre, “juntamente com um menor preço médio de venda, parcialmente compensado pela capacidade adicional instalada durante os últimos doze meses (+1,4 GW de crescimento líquido)”.

Millennium BCP – Miguel Maya

Resultado líquido de 423,2 milhões, mais 580%

O BCP registou um lucro de 423,2 milhões de euros até junho, um crescimento de 581% face aos 62,2 milhões obtidos na primeira metade do ano passado. A atividade em Portugal representou 353,7 milhões de euros.

Os resultados beneficiaram de 127 milhões de euros registados no trimestre anterior, referentes à venda de 80% da participação na Millennium Financial Services.

A receita da margem financeira do Grupo BCP subiu 39,5% para 1.374,4 milhões de euros. Já as comissões deram menos 0,1% ao produto bancário, somando 387,0 milhões.

O produto bancário (comissões, margem financeira, ganhos em operações financeiras, entre outros) subiu 45%, para cerca de de 1,8 mil milhões de euros, impulsionado pela melhoria da margem financeira.

Jerónimo Martins – Pedro Soares dos Santos

Lucros sobem 36% para 356 milhões de euros até junho

Os lucros da Jerónimo Martins, a dona da cadeia de supermercados Pingo Doce, ascenderam a 356 milhões de euros até junho, uma subida de 36,4% face aos 261 milhões de euros registados no período homólogo.

As vendas cresceram 22,1% nos primeiros seis meses do ano, para um valor total de 14,5 mil milhões de euros, enquanto o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortiza- ções) aumentou 18,1%, para mil milhões de euros, com “a margem EBITDA a fixar-se nos 6,9% (menos 24 p.b. do que no primeiro semestre do ano passado). Já a dívida líquida estacionou nos 2,3 mil milhões. No semestre, o Pingo Doce abriu seis novas lojas, encerrou uma e remodelou 20 localizações, permanecendo seis lojas fechadas em remodelação.

Sonae – Cláudia Azevedo

Vendas aumentam 12% para 3,8 mil milhões de euros

Distribuição a Entre janeiro e junho, as vendas da dona dos hipermercados Continente registaram um crescimento homólogo de 11,6% para 3,83 mil milhões de euros. O aumento das vendas do grupo foi “impulsio- nado, sobretudo, pelo forte desempenho da MC e da Worten”, O EBITDA aumentou 9,5% para 350 milhões, registando-se uma redução da margem de 0,2 pontos percentuais para 9,1%.

A Sonae registou um resultado líquido atribuível aos acionistas de 69 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, uma diminuição de 41,6% face ao mesmo período do ano passado, “em consequência do esforço para apoiar as famílias, do aumento dos custos de financia- mento e impostos, bem como do contínuo investimento na expansão e digitalização dos negócios”, justifica o grupo.

CTT – João Bento

Lucros crescem 79% para 26 milhões de euros

Os lucros dos CTT cresceram 79% no primeiro semestre, para 26 milhões de euros face ao mesmo período de 2022. O grupo deu a conhecer também a subida de 7,6% nos resultados operacionais, para 480,4 milhões. No mesmo período, o EBIT recorrente disparou 159,3%, até aos 48,4 milhões de euros.

As receitas resultantes da categoria “correio e outros” ficaram-se pelos 222,9 milhões de euros, um decréscimo de 7,7% em comparação com os dados do último ano. Na categoria de “Expresso e encomendas” ocorreu uma subida de 15,2%, ao passo que a categoria “serviços financeiros e retalho” foi a que teve o maior avanço, na ordem de 91,4%. No Banco CTT, os rendimentos aumentaram 20,5% relativamente ao mesmo período do ano passado.

Altri – José Soares de Pina

Lucros descem 59,8% no semestre para 28 milhões

O Grupo Altri, produtor de energia renovável a partir de biomassa, registou uma quebra de 59,8% nos lucros nos primeiros seis meses do ano, atingindo um resultado de 28 milhões de euros, de acordo com informação avançada junto da CMVM. Inserido naquele que é apelidado um contexto de ‘destocking’ na Europa, e apesar de uma maior procura por parte da China, o Grupo Altri reportou um decréscimo de 18,2% das receitas totais face ao mesmo período de 2022. Assim, as receitas totais da Altri foram de 426,6 milhões de euros e o EBITDA atingiu os 81,2 milhões de euros. “Continuamos a assistir ao ajustamento do mercado da pasta e papel: ao mesmo tempo que observamos sinais de retoma por parte de um dos grandes consumidores mundiais, a China.

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