Gregor MacGregor foi um escocês que no século XIX inventou um país fictício, a que chamou Poyais, e perpetrou uma fraude com as suas obrigações no valor de 1,3 milhões de libras à época, que hoje equivaleriam a cerca de 3,6 mil milhões, segundo o “El Economista”.
O escocês entrou para o exército britânico com apenas 16 anos e subiu rapidamente na hierarquia. Foi enviado para a Península Ibérica para lutar contra os franceses, primeiro em Gibraltar e depois em Portugal. A sua obsessão por patentes e medalhas tornava-o muito impopular entre os soldados. E um confronto com um superior fez com que fosse convidado a deixar o exército.
No seu regresso a Edimburgo, MacGregor autodenominava-se coronel, ou senhor, e andava em carruagens espalhafatosas. Mas mesmo essas mentiras não permitiram que ele ganhasse estatuto social. Assim, MacGregor emigrou para Londres com sua família, onde a falsa mensagem o ajudou a ganhar alguma respeitabilidade.
Em 1822 colocou alguns títulos Poyais com rendimentos de 6%, o dobro do que os britânicos ofereciam. Embora não houvesse registo do país, as promessas surtiram efeito, auxiliadas por uma enorme campanha publicitária que incluiu anúncios em jornais, panfletos, livros e até uma música que começou a tocar nas ruas de Londres, Edimburgo e Glasgow.
MacGregor prometeu tudo ao seus investidores: os nativos não eram apenas pacíficos e amigáveis, mas também amavam os britânicos. A situação geográfica do novo país era imbatível e suas terras eram muito férteis, com facilidade para o cultivo de tabaco e açúcar. Havia muita água. Até o milho era colhido três vezes ao ano, quando no resto do mundo colher duas já seria muito bom.
No final de 1822, os primeiros colonos chegaram ao reino fictício e depararam-se com a realidade. Não havia porto, infraestruturas e nada parecido com o que MacGregor tinha prometido.
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