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Arte, relógios e jóias lideram o mercado de investimento de luxo

Carros, vinhos e carteiras também estão no top 10 do índice da Knight Frank Luxury Investment.
9 Agosto 2023, 13h49

A arte lidera o Índice de Investimento de Luxo da Knight Frank (KFLII) em 2023. Com um crescimento de 30% a 12 meses e superior a 100% a 10 anos, “as obras de arte estão no top dos itens de luxo mais procurados por investidores deste tipo de produtos”, revela a consultora. Seguem-se, nesta lista, os relógios e as joias, com um crescimento de 10% a 12 meses e de 147% e 39%, respetivamente, a 10 anos.

O Knight Frank Luxury Investment Index (KFLII), que acompanha um cabaz ponderado de 10 artigos de coleção de luxo, e que reúne as mais importantes tendências e perspetivas globais do mercado de luxo. O estudo acaba de ser divulgado mundialmente pela Knight Frank, imobiliária de luxo com sede em Londres e parceira em Portugal, desde 2021, da portuguesa Quintela + Penalva.

O índice em questão tem em conta o valor de 10 “investimentos de paixão”, considerando que três destes ativos registaram um crescimento de dois dígitos nos últimos 12 meses (até junho de 2023). As moedas surgem em quatro lugar e os automóveis aparecem em quinto lugar, neste top 10, com uma valorização de 5% (e de 118% a 10 anos).

O vinho aparece em sexto lugar, com a mesma valorização dos carros, a 12 meses, mas com um crescimento superior a 10 anos (149%). Seguem-se os diamantes coloridos, com um crescimento de valor de 4% e as carteiras a crescer 1%. Já o mobiliário está com um crescimento nulo a 12 meses (0%) e os wiskies raros a diminuírem pela primeira vez em vários anos (-4%), mas a manterem a mais forte valorização a 10 anos (322%).

As garrafas raras de whisky – que nos últimos 10 anos tiveram o desempenho mais forte do Knight Frank Luxury Investment Index, são a única classe de ativos a registar um desempenho anual negativo, de acordo com o índice compilado pela Rare Whisky 101.

 

Mercado do luxo dá sinais de abrandamento

Apesar desta subida de 7% no cabaz dos artigos de luxo foi, no entanto, o desempenho anual mais fraco do KFLII desde o segundo trimestre de 2021, provando que mesmo os ativos tangíveis não estão imunes à incerteza do mercado, revela a consultora.

Estes dados demonstram que as pessoas continuam dispostas a gastar em artigos pessoais de luxo. No entanto, o abrandamento dos mercados do vinho e dos automóveis clássicos, ambos em sexto e sétimo lugares, respetivamente, e que por tradição tinham um aumento a dois dígitos e que muitas vezes sustentaram o desempenho do índice, moderaram o crescimento.

Andrew Shirley, editor do Knight Frank Luxury Investment Index, explica, citado pelos comunicado, que “a incerteza económica e as taxas de juro mais elevadas lançaram alguma incerteza sobre os colecionáveis de luxo. Os colecionadores principiantes estão a concentrar-se no que lhes traz alegria. Essa é agora a sua maior certeza dado que agora a valorização está longe de ser garantida neste tipo ativos.”


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