A Google apresentou esta terça-feira as novas ferramentas digitais para ajudar empresas e municípios a mapear informação sobre a qualidade do ar, quantidade de pólen e de energia solar, através de Inteligência Artificial (IA). A tecnológica pretende que, com estes dados ambientais, programadores e organizações possam criar as suas próprias plataformas e melhorar a pegada de carbono.
Em causa está uma panóplia de produtos no Google Maps, nomeadamente uns que utilizam machine learning para recolher e partilhar informação sobre o clima naquele determinado local do mapa. Logo, há uma integração com o Google Earth, Earth Engine e Environmental Insights Explorer.
Vamos a negócio puro e duro. “Isto significa que empresas como os instaladores solares podem ver a quantidade de luz solar que os edifícios recebem e as potenciais poupanças de energia, antes mesmo de visitarem a área. Por sua vez, esta tecnologia permite que os proprietários de casas instalem painéis solares de forma mais rápida e fácil para obterem fontes de energia mais sustentáveis”, explicou Yael Maguire, vice-presidente de Geo Sustainability e antigo vice-presidente de Engenharia da Meta.
Como? A tecnologia por detrás do “Sunroof” – ou API (Application Programming Interface / Interface de Programação de Aplicações), que capta o potencial solar de telhados em mais de 320 milhões de edifícios de 40 países (nomeadamente Portugal, França e Japão), passará a estar disponível para as empresas.
O mesmo acontece com o medidor de qualidade do ar. “Esta API valida e organiza, a cada hora, vários terabytes de dados a partir de múltiplas fontes de dados — incluindo estações de monitorização governamentais, dados meteorológicos, sensores e satélites — para disponibilizar um índice local e universal”, esclarece Yael Maguire, numa publicação no blog oficial da Google.
Portugal é também um dos 65 países onde a API mede e disponibiliza dados localizados de contagem de pólen, mapas de calor ou plantas alergénicas e dicas para quem sofre de alergias. Assim, “as empresas podem aceder a informações ambientais abrangentes e atualizadas de forma a desenvolverem produtos de sustentabilidade e ajudarem as pessoas a adaptarem-se aos impactos das alterações climáticas”, conclui o responsável de Sustentabilidade Geográfica.
Os lançamentos foram anunciados no evento “Google Cloud Next”, que regressou em formato presencial ao Moscone Center em São Francisco, nos Estados Unidos, entre os dias 29 e 31 de agosto. Para os jornalistas da Europa, houve uma videoconferência com representantes da empresa, entre os quais Philip Moyer, Mark Lohmeyer, June Yang, Kristina Behr ou Warren Barkley.
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