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RIR traça como objetivo eleger deputado na Madeira

Relativamente a possíveis acordos o RIR disse diz que não vai aceitar conversações com aqueles que se primam com atitudes de arrogância a desprezo perante os pequenos partidos.
11 Setembro 2023, 14h45

O RIR traça como objetivo eleger um deputado nas eleições regionais da Madeira, marcadas para 24 de setembro. Sobre possíveis acordos a força partidária diz que não vai aceitar conversações com aqueles que se primam com atitudes de arrogância a desprezo perante os pequenos partidos.

“A decisão [sobre possíveis acordos] será tomada entre a coordenação regional em consonância com a direção política nacional, mas na certeza de que não vamos aceitar conversações com aqueles que se primam com atitudes de arrogância e desprezo perante os pequenos partidos, e muito menos com aqueles cujo líder nacional despreza por total a Madeira”, afirmou a mandatária do RIR para as eleições regionais da Madeira, Liana Reis, sem, contudo, nomear qualquer força política.

Liana Reis falava numa iniciativa do RIR na Praça do Município, no centro do Funchal, no primeiro dia do período oficial de campanha para as legislativas de 24 de setembro.

O cabeça de lista, Roberto Vieira, indicou que reserva a sua intervenção para os restantes dias da campanha, que termina no dia 22.

“Se elegermos um deputado à Assembleia Regional iremos garantidamente fiscalizar todas as promessas que serão feitas pelos outros partidos e iremos reivindicá-las”, disse Liana Reis, realçando que o partido também irá “incluir todos os cidadãos nas tomadas para o bem comum, numa auscultação constante perante a população” durante o mandato.

A mandatária do RIR disse que o partido pretende também “reciclar” o sistema político na Região Autónoma da Madeira.

“Queremos reciclar a Assembleia Regional e a nossa democracia, pois, no nosso entender, políticas de arrogância e aquela postura do quero, posso e mando não são admissíveis”, declarou.

De acordo com a representante, que é também coordenadora do RIR no arquipélago, o partido vai fazer uma campanha “muito modesta”, tendo apresentado um orçamento de 2.000 euros na Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP).

“Não temos subvenção do Estado, portanto recorremos a materiais de campanhas anteriores e basicamente vamos primar pelo contacto direto com a população, expondo as nossas ideias e ouvindo também em relação às suas preocupações e problemas”, disse.

A candidatura vai nesta campanha “apelar ao voto numa tentativa de diminuir a taxa de abstenção”.

Treze candidaturas vão disputar no dia 24 os 47 lugares no parlamento regional, num círculo eleitoral único.

PTP, JPP, BE, PS, Chega, RIR, MPT, ADN, PSD/CDS-PP (coligação Somos Madeira), PAN, Livre, CDU (PCP/PEV) e IL são as forças políticas que se apresentam a votos.

Nas anteriores regionais, em 2019, os sociais-democratas elegeram 21 deputados, perdendo pela primeira vez a maioria absoluta que detinham desde 1976, e formaram um governo de coligação com o CDS-PP (três deputados). O PS alcançou 19 mandatos, o JPP três e a CDU um.


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