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Montenegro diz que PSD Madeira tem “condições de governabilidade” e lembra que “porta não está fechada à IL”

“Vejo com muita normalidade aquilo que está a acontecer na Madeira com todos os contornos específicos da Região Autónoma da Madeira”, referiu Montenegro.
Cristina Bernardo
27 Setembro 2023, 19h30

O presidente do PSD, Luís Montenegro, garantiu que o PSD Madeira tem “condições de governabilidade para os próximos quatro anos” e lembrou que “a porta não está fechada à Iniciativa Liberal”

Para Montenegro o “PSD Madeira tem a solução que garante condições de governabilidade e de estabilidade para os próximos 4 anos, nomeadamente a maioria absoluta que foi a condição que o presidente do PSD Madeira colocou para poder cumprir o desejo que os madeirenses e porto-santenses emitiram com o seu voto”.

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De recordar que o PSD Madeira, nas eleições regionais de domingo obteve 43,13% dos votos e elegeu 23 deputados. Dado que os resultados não lhe atribuíam maioria absoluta, na terça-feira, confirmou o acordo com o PAN que elegeu um deputado com 2,25% dos votos, um acordo apenas de “incidência parlamentar”.

“Vejo com muita normalidade aquilo que está a acontecer na Madeira com todos os contornos específicos da Região Autónoma da Madeira”, referiu.

Sobre a Iniciativa Liberal, Montenegro referiu que a preferência tem de estar com “os órgãos regionais do PSD”, mas lembrou que “tanto quanto sabe a porta não está fechada para a IL. Algo que já Miguel Albuquerque tinha dito.

“A própria IL teve ocasião de transmitir que está aberta para poder dialogar caso a caso, decreto a decreto, orçamento a orçamento. Não me parece que se esteja em situação de confrontação partidária”.

Na noite de eleições, após divulgação de resultados, tanto o representante da IL na Madeira, Nuno Morna, como o líder nacional da IL, Rui Rocha admitiram estar disponíveis para diálogo. No entanto, depois de saber que o PAN tinha sido a opção de Miguel Albuquerque, a IL disse, em comunicado que, as “declarações vindas a público indicam que o PSD-Madeira escolheu a via mais fácil”.

Quanto ao impacto nacional, o líder do PSD disse que “não há nenhuma razão para poder tirar qualquer conclusão de que algum princípio ou valor do PSD está a ser posto em causa com um acordo que está celebrado com o PAN”.


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