O mercado energético não vence com desilusões. Às tensões vividas na Europa Oriental junta-se agora a guerra em Gaza. Um dia depois das autoridades israelitas terem suspendido a atividade em Tamar, um campo de gás ao largo da costa israelita, a Finlândia investiga agora uma fuga detetada no domingo passado no gasoduto submarino que liga o país nórdico à Estónia, segundo o jornal ‘Cinco Días’ na terça-feira.
Uma queda invulgar na pressão do gasoduto levou as operadoras a interromper o fluxo há três dias. Os investigadores acreditam que há indícios de que o dano foi deliberado. Assim que a notícia veio a público, o gás deixou em espera a estabilidade que prevaleceu durante a manhã, e está agora em alta. Nos últimos dois dias, o gás, um ativo menos líquido que o petróleo, subiu 34,6% e está a ser negociado perto dos 50 dólares, o valor mais alto desde abril do ano passado.
A fuga no gasoduto trouxe lembranças da preocupação sobre a vulnerabilidade da infraestrutura submarina após as explosões do ano passado no Nord Stream, o gasoduto que liga a Rússia à Alemanha. Desde estes ataques, os membros da NATO aumentaram a vigilância utilizando diferentes dispositivos. De acordo com o porta-voz do operador do sistema de gás da Estónia indicou que neste momento não podem ser descartadas possíveis causas de falha, incluindo de sabotagem.
As nações bálticas e a Finlândia reduziram a sua dependência de gás russo antes de cortarem as importações, uma estratégia que aumentou a sua dependência de gás natural liquefeito (GNL) que provém dos Estados Unidos. A interligação danificada liga o novo terminal de importação de GNL na Finlândia à Estónia. A Rússia deixou de fornecer gás à Finlândia em maio do ano passado, depois do país ter anunciado a sua candidatura à NATO em resposta à guerra da Ucrânia.
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