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Goldman Sachs sobe preço-alvo da EDP e desce o da EDP Renováveis

Na nota de research sobre o sector das energias renováveis, o banco manteve as recomendações das duas cotadas – EDP e EDP Renováveis – em comprar. Mas avança com uma revisão em alta da EDP e cortou o preço-alvo da EDP Renováveis.
17 Outubro 2023, 13h50

O Goldman Sachs emitiu uma nota de research sobre o sector das energias renováveis, com análise ao desempenho acionista de várias energéticas, incluindo a EDP e a EDP Renováveis. O banco manteve as recomendações das duas cotadas em comprar, mas avança com uma revisão em alta da EDP e cortou o preço-alvo da EDP Renováveis.

O banco Goldman Sachs reviu em alta o preço-alvo das ações da EDP para os 5,40 euros por ação e atribui um preço-alvo de 21 euros à EDP Renováveis.

“Temos a classificação de compra. O nosso preço-alvo para 12 meses da EDP aumenta para 5,40 euros, face aos 5,25 euros anteriores”, referem os analistas.

“As nossas estimativas para 2023-27 sobre a EDP aumentam cerca de 2,5% por ano, em média, com base em preços da eletricidade ligeiramente melhores e retornos mais elevados sobre as adições do renewable electricity sources (RES)”, refere o Goldman Sachs.

Já sobre a EDPR, dizem que “aumentamos os nossos resultados por ação para 2023-27 em 3% a 8% ao ano, em média, consoante o ano, com base nos preços da eletricidade mais elevados e retornos mais altos – para refletir o aumento das tarifas. Isto é consistente com o nosso recente trabalho sobre a evolução dos PPA nos EUA”.

“Temos a classificação de compra. O nosso preço-alvo para 12 meses diminui para 21 euros face aos 21,5 euros anteriores”, refere o banco.

A nota do Goldman Sachs começa por falar do sector, dizendo que aumento acentuado das taxas de juros, a inflação dos custos em todo o sector, juntamente com os recentes problemas da Orsted e da Nextera, conduziram a uma desvalorização de cerca de 75% (consenso EV/EBITDA) das ações das empresas de renováveis e levantaram questões aos investidores relativamente ao modelo de negócio das energias renováveis.

“Destacamos a Enel, RWE, EDP e SSE numa perspetiva de risco/retorno: as ações são negociadas com um desconto próximo de 50% sobre o justo valor mark-to-market do custo de capital; os balanços são saudáveis, e vemos uma grande probabilidade de uma mudança na alocação de capital”.

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