O conflito em curso no Médio Oriente poderá afetar as economias europeias “através de um menor comércio com a região, condições financeiras mais restritivas, preços mais elevados e menor confiança do consumidor”, refere um research da Goldman Sachs.
Consideramos que qualquer efeito comercial será provavelmente mínimo, uma vez que as exportações da Zona Euro e o Reino Unido para a região são pequenas, as repercussões do conflito através dos preços da energia poderiam, em princípio, “ter efeitos significativos sobre o crescimento europeu e a inflação. As nossas estimativas para a Zona Euro apontam para uma aumento da inflação global de cerca de 0,3 pp e retração do crescimento de cerca de 0,2 pp”, se vier a verificar-se um aumento de 10% nos preços do petróleo.
Apesar de a consultora norte-americana admitir que não tem um histórico sustentável sobre a matéria que lhe permita estabelecer um padrão claro, as tensões poderão repercutir-se através dos mercados energéticos como do gás. “Desde que o atual conflito eclodiu, os mercados de matérias-primas registaram também um aumento”, embora o conflito não tenha afetado o fornecimento de petróleo até agora.
Mesmo assim, a Goldman Sachs acredita que, num cenário o mais possível negativo, os preços do petróleo aumentam de 5%-20%, sendo de recordar que um aumento persistente de 10% no preço do petróleo geralmente reduz o PIB real em cerca de 0,2% após um ano. Felizmente que, como indica a consultora o preço do Brent está a níveis semelhantes ao momento pré-conflito.
Mas a evolução dos preços do gás apresenta um desafio mais grave, com o aumento a ser impulsionado pela redução nas exportações globais de GNL dos campos de gás israelitas e a reduzida capacidade do atual mercado do gás para responder a choques adversos.
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