Daniel Adrião, o mais recente candidato a secretário-geral do Partido Socialista (PS), garantiu hoje que nunca se sentiu condicionado pela mensagem fácil quando o partido estava na mó de cima e que é seu dever avançar, depois da credibilidade dos socialistas ter sido colocada em causa com os mais recentes desenvolvimentos.
Deixou essa ideia bem vincada na reunião da Comissão Nacional do PS, que teve lugar no Parque das Nações, em Lisboa, realçando “as moções e estratégia alternativas” que trouxe com a sua candidatura e que, no seu entender, “valorizaram a discussão interna e a pluralidade do pensamento dentro do partido”.
Refutando qualquer ideia de oportunismo, destacou a sua coerência quando, num momento de estabilidade governativa, já dizia que “havia necessidade de uma autoavaliação crítica e de mudanças na forma de governação do partido e do país”.
“Alertámos para os perigos que poderiam advir das más práticas e de escolhas erradas, e apelámos a que se operassem mudanças urgentes. Fomos sempre ignorados. E infelizmente, em vários pontos, o tempo veio dar-nos razão”, completou Daniel Adrão que se prepara para concorrer contra Pedro Nuno Santos e José Luís Carneiro pela liderança do PS.
O acto eleitoral no Partido Socialista ficou hoje definido e realizar-se-á a 15 e 16 de dezembro, depois da Comissão Nacional do PS ter aprovado por larga maioria, não só essa data como também a da realização do congresso que terá lugar a 6 e 7 de janeiro de 2024.
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