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Extensão do Metro Sul do Tejo, hospital e ponte para o Barreiro

São estas as prioridades de infraestruturas para o concelho do Seixal, defendidas por Joaquim Santos. O presidente da Câmara do Seixal destaca a crescente vocação turística do município, tendo o número de visitantes crescido 65% no ano passado face a 2016.
Foto de Luis Miguel Martins / Camara Municipal do Seixal
27 Outubro 2018, 12h00

Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal, defende o prolongamento da rede do Metro Sul do Tejo e a construção de uma nova ponte rodoviária entre o Seixal e o Barreiro e de um novo hospital como as principais prioridades em termos de infraestruturas para o concelho do Seixal. Na entrevista ao Jornal Económico, o autarca sublinha que “a margem sul do Tejo tem hoje grandes condições para a implantação de grandes infraestruturas e grandes projetos”.

“Em termos de grandes infraestruturas, destacamos a qualificação dos espaços industriais, através da criação de condições para o reforço do desenvolvimento do pólo siderúrgico existente e da procura de novas unidades produtivas, que é uma estratégia fundamental para a dinamização económica e produtiva nacional. Esta estratégia está enquadrada no projeto do Arco Ribeirinho Sul, um desígnio dos municípios do Seixal, Almada e Barreiro”, advoga Joaquim Santos. O autarca recorda que este projeto, com a designação internacional de ‘Lisbon South Bay’, visa a promoção do território e captação de investimento para as áreas industriais da Siderurgia Nacional (Seixal), Quimiparque (Barreiro) e Margueira (Almada), áreas eminentemente industriais com capacidade para acolher indústria pesada, ligeira, logística, serviços e turismo, e cuja gestão está a cargo da Baía do Tejo, empresa do setor empresarial do Estado controlada pela holding Parpública.

“No caso concreto do Seixal, o território da ex-Siderurgia Nacional ocupa uma área de 536 hectares, longitudinalmente ao longo do esteiro do rio Coina. Na zona norte, existem 118 hectares totalmente desocupados; na zona central, 218 hectares onde se localizam duas unidades siderúrgicas (SN Longos e Lusosider) e diversas outras indústrias; e, na zona sul, cerca de 200 hectares, loteamentos industriais e de serviços, infraestruturados e em vias de desenvolvimento. É uma zona com mobilidade favorecida, no quadro do sistema qualificado de transportes públicos e acessibilidades de que o município dispõe”, destaca Joaquim Santos.

Ainda no âmbito do ‘Lisbon South Bay’, “pretende-se a valorização da indústria instalada, captação de investimento para novas áreas e atividades económicas, fixação de empresas competitivas e inovadoras e novas cadeias de valor, sem esquecer a reconversão e qualificação urbanística e ambiental destas grandes áreas industriais obsoletas ou parcialmente degradadas”. Joaquim Santos espera “atrair a criação de áreas predominantemente afetas a indústria transformadora pesada, valorizando a produção nacional, bem como a consolidação das áreas de atividade económica logística e serviços, a par do desenvolvimento de atividades de caráter portuário”.

Sobre o projeto do novo aeroporto, previsto para o Montijo, o autarca lamenta que “há mais de 20 anos que em Portugal se discute o futuro do aeroporto internacional de Lisboa, uma vez que foi esgotada a sua possibilidade de ampliação e os mais de 26 milhões de passageiros por ano já ultrapassam a sua capacidade limite, sendo, portanto, evidente a necessidade de construção de uma alternativa capaz de responder às potencialidades de crescimento do trafego aéreo”. “As últimas informações de que dispomos apontam para o início da construção do novo aeroporto para breve e seria bom que, a concretizar-se, possa ser uma solução que responda não só às necessidades do presente, mas também às necessidades futuras”, alerta Joaquim Santos.

Para o presidente da Câmara do Seixal, “todas estas infraestruturas podem potenciar ainda mais a fixação de populações e a dinamização económica e social do concelho do Seixal, assim como da região”. “Contudo, continuam a ser necessários diversos equipamentos básicos para a qualidade de vida das populações. São disso exemplo o Hospital do Seixal, o prolongamento do Metro Sul do Tejo e a qualificação da rede de transportes públicos existentes ou o investimento na rede viária, nomeadamente através da construção da ponte rodoviária Seixal – Barreiro, de forma a garantir a mobilidade e a rede de transportes entre os concelhos do Arco Ribeirinho Sul, facilitando a ligação entre as populações e potenciando também a atividade industrial destes territórios”, exige Joaquim Santos.

Caso estes investimentos públicos venham a ser concretizados, e em resultado dos investimentos privados já previstos (ver páginas 10 e 11), o presidente da autarquia seixalense realça que o município “tem vindo a promover uma estratégia integrada de desenvolvimento do território, apostando na reabilitação do património histórico-cultural, na preservação do património natural, na qualificação e funcionalização do espaço público para melhor servir a população e na dinamização e valorização do tecido económico local, com destaque para a captação de investimento privado que potencie o surgimento de novas atividades económicas e projetos inovadores”.

“A proximidade a Lisboa, a vasta rede de infraestruturas de transportes e comunicações, o património natural, entre muitos outros fatores, fazem do município do Seixal um território avançado, competitivo e aprazível. Temos diversos projetos em curso, de áreas muito variadas como na hotelaria, na restauração, turismo e atividades náuticas”, garante.

Alojamento local já duplicou em 2018

E o autarca chama a atenção: “há alguns anos atrás, seria impensável ou pelo menos seria pouco provável falarmos no Seixal como um destino turístico e hoje são muitos os projetos em desenvolvimento”. “A título de exemplo, entre 2014 e o final de 2017, existiam no concelho do Seixal 63 alojamentos locais; em 2018 (até ao final de julho), foram registados no concelho do Seixal 67 novos alojamentos locais, perfazendo mais de 130 no total, mais do dobro daqueles que existiam no final do ano anterior”, revela Joaquim Santos.

No entender deste responsável, o trabalho de promoção que a Câmara Municipal do Seixal tem vindo a desenvolver em Portugal e no estrangeiro “motivou o aumento do número de turistas, de 2016 para 2017, o número de visitantes aumentou em 65% e o número de dormidas por parte de cidadãos estrangeiros aumentou 51% e no primeiro semestre de 2018, o aumento no número de visitantes no posto municipal de turismo, situado no núcleo urbano antigo do Seixal, foi de 166%”.

“Naturalmente, a Baía do Seixal, com quase 500 hectares, é o recurso natural mais valioso do concelho e, desde há várias gerações, o pólo de desenvolvimento económico, social e ambiental do concelho. Com uma ampla frente ribeirinha, o Seixal tem todas as condições para se assumir como um destino único na náutica de recreio, não só pelas suas características únicas, nomeadamente a configuração de um porto de abrigo natural, como também pela sua excelente localização perto da capital, Lisboa”, conclui o presidente da Câmara Municipal do Seixal.


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