O juiz Sérgio Moro afirmou esta quinta-feira, 1 de novembro, ter aceitado o “honrado convite” do Presidente eleito do Brasil para o cargo de ministro da Justiça para impedir que ocorra um retrocesso no combate à corrupção no Brasil. “Uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado” é o objetivo de Moro.
“Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito [Jair Bolsonaro] para ser nomeado ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite”, afirmou em comunicado o juiz que mandou prender o antigo presidente do Brasil Lula da Silva, no âmbito do processo Lava Jato.
“A perspetiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito pela Constituição, pela lei e pelos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”, sublinhou moroMoro.
No texto, Sérgio Moro acrescentou que “para evitar controvérsias desnecessárias”, decidiu afastar-se de “novas audiências” e informou ainda que na próxima semana concederá uma entrevista à imprensa local para explicar melhor a decisão.
Sergio Moro ficou amplamente conhecido no Brasil por julgar os casos da operação Lava Jato, uma investigação policial que desvendou dezenas de esquemas de corrupção na petrolífera estatal Petrobras e em outros órgãos públicos do país.
O próximo ministro da Justiça brasileiro é responsável por sentenças de condenação de grandes empresários, ex-funcionários da Petrobras.
Foi também responsável pela condenação, em primeira instância, do antigo Presidente Luís Inácio Lula da Silva num caso relacionado a propriedade de um apartamento de luxo na costa do estado de São Paulo.
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