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O email marketing não falhou, as métricas é que já não explicam o impacto real

Durante anos, o email marketing foi sucessivamente apontado como um canal em declínio. No entanto, continua a ser um dos meios mais utilizados pelas marcas para comunicar com os consumidores. Um novo e-book da E-goi defende que o problema não está no email, mas na forma como as métricas continuam a ser interpretadas num ecossistema digital profundamente transformado pela privacidade, pela automação e pela inteligência artificial.
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28 Janeiro 2026, 15h09

Ao longo da última década, o email marketing foi frequentemente declarado obsoleto. Primeiro perdeu relevância face ao crescimento das redes sociais, depois passou a ser considerado um canal saturado e, mais recentemente, foi relegado para um papel secundário, eficaz apenas em contextos muito específicos. Apesar desse diagnóstico recorrente, a realidade dos números conta outra história: nunca se enviaram tantos emails como hoje e nunca houve tanta capacidade técnica para medir, automatizar e analisar resultados.

Ainda assim, em muitas organizações persiste uma sensação de desfasamento entre desempenho e impacto. Campanhas com taxas de abertura aparentemente positivas não se traduzem em crescimento do negócio. Automações complexas e bem afinadas não geram mudanças visíveis no comportamento dos clientes. Relatórios detalhados e consistentes não conseguem explicar porque é que, apesar de todos os indicadores “verdes”, a retenção estagna ou a conversão abranda.

É este paradoxo que está no centro do novo e-book da E-goi, intitulado “O email marketing não está a falhar, as métricas sim”. A publicação defende que o problema não reside no canal, mas na forma como os dados continuam a ser lidos e utilizados para suportar decisões estratégicas. Num ecossistema cada vez mais condicionado por filtros de privacidade, sistemas automáticos de segurança, pré-carregamento de conteúdos e inteligência artificial, métricas tradicionais como a taxa de abertura ou o número de cliques perderam a capacidade de representar, de forma directa, atenção, interesse ou intenção.

Segundo o estudo, estes indicadores deixaram de reflectir comportamento humano real e passaram a ser fortemente influenciados por mecanismos técnicos que escapam ao controlo das marcas. A leitura isolada destas métricas cria, assim, uma falsa sensação de controlo e eficácia, conduzindo a decisões confortáveis, mas incompletas. Em vez de compreenderem o impacto do email ao longo do tempo, muitas equipas passaram a optimizar números que já não explicam resultados de negócio.

O e-book alerta ainda para o risco de se continuar a avaliar o sucesso do email marketing com base em eventos pontuais, ignorando o seu efeito acumulado. Mais do que um canal de conversão imediata, o email actua de forma contínua na jornada do cliente, influenciando a retenção, a recorrência, a relação com a marca e as decisões tomadas ao longo do tempo.

Nesse sentido, a publicação propõe uma mudança de enquadramento: medir menos eventos isolados e investir numa análise mais longitudinal e contextualizada. Avaliar o papel do email na construção de relacionamento, na activação de audiências e na criação de valor sustentável, em vez de o reduzir a um conjunto limitado de métricas operacionais.

Mais do que uma defesa do email marketing enquanto canal, o documento apresenta um convite à reflexão sobre a forma como as equipas de marketing interpretam dados num contexto digital em rápida transformação. Num cenário em que a tecnologia tornou a medição mais fácil, mas a interpretação mais complexa, o verdadeiro desafio já não está em recolher mais dados, mas em fazer as perguntas certas.

O e-book “O email marketing não está a falhar, as métricas sim” está disponível para consulta AQUI.

Este artigo foi produzido em parceria com a E-goi.


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