A China condenou hoje firmemente a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, nos ataques dos Estados Unidos e Israel, e reafirmou o apelo à “interrupção imediata das ações militares”.
A morte de Ali Khamenei constitui “uma violação grave da soberania e da segurança do Irão”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
A China disse tratar-se de “um atropelo dos objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas e das normas fundamentais das relações internacionais”.
Ali Khamenei, 86 anos, foi morto no sábado em Teerão no início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, que continuaram hoje.
A condenação de Pequim surgiu pouco depois de os meios de comunicação estatais chineses terem noticiado uma chamada telefónica entre o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, e o homólogo russo, Serguei Lavrov.
Durante a conversa, Wang Yi afirmou que o “assassínio flagrante de um líder soberano e o incitamento a uma mudança de regime” pelos Estados Unidos e Israel eram inaceitáveis.
A China mostrou-se “muito preocupada” com a possibilidade de a situação no Médio Oriente ser “empurrada para um abismo perigoso”, segundo a AFP.
“A comunidade internacional deve enviar uma mensagem nítida e clara de oposição ao regresso do mundo à lei da selva”, afirmou o diplomata chinês.
A posição da China está em linha com a do Presidente russo, Vladimir Putin, que classificou a morte de Ali Khamenei como uma “violação cínica de todas as normas da moral e do direito internacional”.
Pelo menos um cidadão chinês ficou ferido durante os ataques e vários viajantes encontram-se retidos na região.
Pequim reiterou hoje o apelo aos cidadãos da China para que abandonem o Irão “o mais rapidamente possível”.
Referiu que os detentores de passaportes chineses podem sair por via terrestre, sem necessidade de visto, para o Azerbaijão, Arménia e Turquia.
Israel e os Estados Unidos iniciaram no sábado uma vasta operação militar contra o Irão de que resultou já a morte de vários dirigentes políticos e militares da República Islâmica, além de Ali Khamenei.
Trump deu indicações de que a operação visava o derrube do regime do Irão e incitou o povo iraniano a tomar o poder após a intervenção militar conjunta com Israel.
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