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Miranda Sarmento antecipa novos projetos com o BEI e reforça importância do próximo quadro financeiro europeu

“Estamos a preparar novos e importantes projetos”, revelou Miranda Sarmento, apontando a inovação tecnológica e a autonomia estratégica como as próximas fronteiras desta colaboração que, em 2026, deverá continuar a sustentar o crescimento do PIB português acima da média da União Europeia.
12 Março 2026, 16h28

O Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, fez uma intervenção durante a apresentação dos resultados do Grupo Banco Europeu de Investimento (BEI) em Portugal, assinalando que o papel do banco soberano europeu no ano de 2025 “especialmente significativo” para a economia nacional.

Olhando para o futuro, o titular da pasta das Finanças garantiu que o diálogo entre Portugal e o BEI continuará focado em garantir que os instrumentos financeiros europeus sirvam os objetivos nacionais.

“Estamos a preparar novos e importantes projetos”, revelou Miranda Sarmento, apontando a inovação tecnológica e a autonomia estratégica como as próximas fronteiras desta colaboração que, em 2026, deverá continuar a sustentar o crescimento do PIB português acima da média da União Europeia.

“O dia de hoje representa mais uma oportunidade para aprofundarmos esta colaboração no futuro, num momento em que novos e importantes projetos se encontram em preparação, e também num momento em que importa garantir que os instrumentos financeiros europeus, no âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual, continuem a servir de forma eficaz os objetivos nacionais e europeus”, referiu Miranda Sarmento.

Durante a sessão, o governante destacou o volume recorde de 3 mil milhões de euros injetados pelo Grupo BEI em setores estratégicos, reforçando a resiliência do país num contexto europeu desafiante. Para Miranda Sarmento, este desempenho não é apenas um número, mas o reflexo de uma parceria de meio século que tem sido fundamental para a modernização estrutural de Portugal.

“O Grupo BEI financiou 3 mil milhões de euros em operações em Portugal, apoiando investimento público e privado em áreas fundamentais como a linha de alta velocidade ferroviária, a habitação acessível, as infraestruturas urbanas e o financiamento de PME e mid-caps — setores que continuam a ser motores essenciais do crescimento económico e da coesão social”, disse o Ministro das Finanças

“Este desempenho reflete não apenas a solidez da relação entre Portugal e o Grupo BEI, mas também um claro alinhamento estratégico com as prioridades europeias, num contexto em que a transição climática e energética, a transformação digital, a autonomia estratégica e a resiliência económica exigem respostas rápidas, eficazes e coordenadas”, acrescentou Miranda Sarmento.

O Ministro das Finanças enfatizou que o apoio do Grupo BEI em 2025 foi canalizado para áreas que o Governo considera “motores essenciais do crescimento”. Nomeadamente infraestruturas de grande escala, com destaque para a linha de alta velocidade ferroviária; habitação acessível onde o BEI assume um papel complementar aos recursos do PRR; e o tecido empresarial, através do financiamento direto a PME e mid-caps para estimular a competitividade.

“Este desempenho reflete um claro alinhamento estratégico com as prioridades que temos definido para Portugal”, afirmou o Ministro, referindo-se à necessidade de conciliar o investimento público com a estabilidade das contas públicas e o crescimento económico.

O Ministro destacou que o “forte impulso” dado pela atual liderança do banco tem permitido uma resposta rápida e coordenada aos desafios da transição climática e transformação digital.

 


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