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IAG inclinada para abandonar corrida à TAP

A IAG deverá abandonar a sua tentativa de adquirir a TAP Air Portugal, noticia a “Bloomberg” que cita fontes familiarizadas com o assunto. Portugal convidou, em dezembro, a IAG, a Air France–KLM e a Deutsche Lufthansa AG a apresentarem propostas não vinculativas, após as três companhias europeias demonstrarem interesse.
20 Março 2026, 17h35

A Bloomberg noticiou esta sexta-feira que a IAG deverá abandonar a corrida pela compra de uma participação na TAP Air Portugal devido a preocupações com a venda de uma participação minoritária.

A notícia diz que a a empresa-mãe da British Airways está inclinada a não comprar uma participação na transportadora estatal após concluir que o plano de Portugal de vender apenas uma posição minoritária não se enquadra na estratégia do grupo.

A Bloomberg que cita fontes familiarizadas com o tema, ressalva que “nenhuma decisão final foi tomada e o posicionamento da empresa pode ainda mudar”. A IAG poderá também apresentar uma proposta não vinculativa até ao prazo de 2 de abril, mas depois não avançar com um acordo efetivo.

Ninguém no Governo ou na IAG quis comentar, segundo a agência.

Portugal convidou, em dezembro, a IAG, a Air France–KLM e a Deutsche Lufthansa AG a apresentarem propostas não vinculativas, após as três companhias europeias demonstrarem interesse. Lisboa planeia vender até 49,9% da TAP Air Portugal, incluindo 5% reservados para trabalhadores, impondo condições como a manutenção do hub da companhia em Lisboa e a proteção de rotas consideradas estratégicas.

A eventual saída da IAG reduz o número de interessados numa venda de uma companhia valorizada pelas suas rotas para o Brasil, África e América do Norte. O governo procura atrair investimento mantendo influência sobre uma empresa considerada estratégica para a economia.

O grupo aéreo tem enfrentado contratempos na sua estratégia de expansão nos últimos anos. Em meados de 2024, a IAG abandonou, pela segunda vez, o plano de adquirir a transportadora espanhola Air Europa devido à oposição regulatória. O diretor financeiro da IAG, Nicholas Cadbury, afirmou em dezembro que a empresa gostaria de ver um “caminho claro para a propriedade — total ou maioritária” na TAP Air Portugal para tornar a operação atrativa.


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