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S&P 500 aproxima-se do pior registo mensal e trimestral desde 2022

O S&P 500, índice bolsista que reúne as 500 maiores empresas norte-americanas, cotadas em bolsa, acumula desde o início do ano uma desvalorização de 7,5%, e no último mês já caiu 7,8%.
31 Março 2026, 13h55

O índice bolsista norte-americano S&P 500 está perto de atingir o seu pior registo trimestral desde 2022. Curiosamente em ambos os casos as guerras (Rússia e Ucrânia, em 2022, e Médio Oriente, em 2026) foram factores de peso para justificar o desempenho.

O índice que reúne as 500 maiores empresas norte-americanas, cotadas em bolsa, acumula desde o início do ano uma desvalorização de 7,5%, e no último mês já caiu 7,8%. Este vermelho é marcado por fatores como receio de inflação, guerra no Médio Oriente, subida dos preços do petróleo, e também o recuo das grandes tecnológicas, assinalou a Reuters. Refira-se que as grandes tecnológicas possuem um peso que se aproxima dos 35% (em capitalização).

“O cenário deste ano tem sido de crescentes questões sobre qual será o ciclo das taxas”, disse o estratega-chefe de mercado da Raymond James, Matt Orton, citado pela Reuters, que adiantou que a inflação “tem sido um obstáculo, face aos últimos anos, “em termos da forma como o aumento dos preços da energia afetará a economia”, tanto nos Estados Unidos como a nível global.

O sentimento em volta das chamadas Sete Magníficas (Nvidia, Alphabet, Amazon, Meta, Tesla, Microsoft, Apple) tem condicionado a prestação do S&P 500, e teve efeitos sobre outros setores.

“A narrativa da disrupção por inteligência artificial começou e teve impacto nas ações das Sete Magníficas, e isso espalhou-se para ações financeiras e de cibersegurança. As ações das empresas de software foram o epicentro disso. Isso deu início ao desmantelamento das grandes empresas tecnológicas, que é onde está o ponto de pressão”, referiu o estrategista do Instituto Franklin Templeton, Chris Galipeau, citado pela Reuters.


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