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Greenvolt regressa aos lucros em 2025 e mais do que duplica receitas para 777 milhões

Resultado líquido atribuível à Greenvolt atinge 5,3 milhões de euros, uma melhoria superior a 120 milhões de euros face ao ano anterior, com os segmentos de utility-scale e de geração distribuída a reforçarem o contributo financeiro.
1 Abril 2026, 07h00

A Greenvolt anunciou hoje os resultados do exercício de 2025, registando um regresso aos resultados líquidos positivos, com um lucro atribuível aos acionistas de 5,3 milhões de euros, o que representa uma melhoria superior a 120 milhões de euros face ao prejuízo registado em 2024.

Este regresso aos lucros surge acompanhado de um forte crescimento das receitas consolidadas, que atingiram 777 milhões de euros, um aumento de 121% (+425,7 milhões de euros) em relação ao ano anterior. O EBITDA alcançou um valor recorde de 207,8 milhões de euros, revertendo de forma substancial o resultado negativo do exercício anterior.

O CEO da Greenvolt, João Manso Neto, destacou a eficácia da estratégia de rotação de ativos como fator decisivo para este desempenho: “Após um 2024 desafiante, concluímos a venda de cerca de 1 GW de ativos, o que foi determinante para mais do que duplicar as receitas, atingir um EBITDA recorde superior a 200 milhões de euros e retomar resultados líquidos positivos atribuíveis à Greenvolt”, refere.

A Greenvolt investiu 800 milhões de euros em 2025, apresentando uma situação financeira sólida com uma posição de caixa e equivalentes que ascende a cerca de 204,5 milhões de euros e com 68% da dívida a taxa fixa, destaca a empresa.

Contribuição dos três segmentos de negócio

O segmento de Utility-Scale foi o principal motor do crescimento, com receitas a aumentarem 4,7 vezes para 441,3 milhões de euros e um EBITDA de 174,5 milhões de euros. A execução da estratégia de alienação de ativos em países como Polónia, Roménia e Espanha permitiu cumprir integralmente o objetivo de vender mais de 1 GW (gigawatts) em 2025.

Já o segmento de Biomassa Sustentável apresentou rendimentos operacionais de 198,9 milhões de euros (+30,5%) e um EBITDA de 50,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 77,1% face a 2024, apesar das paragens não programadas na unidade de Tilbury (Reino Unido) e na central da Figueira da Foz I.

No segmento de Geração Distribuída (DG), as receitas cresceram 54% para 171,3 milhões de euros. Embora o EBITDA ainda tenha sido negativo em 12,8 milhões de euros (devido à fase de expansão), o portefólio de projetos em desenvolvimento (backlog) aumentou 66% para 684 MWp (megawatts pico), dos quais 110 MWp já assegurados através de contratos de longa duração (PPAs). A empresa espera que este segmento atinja o break-even e contribua positivamente para os resultados já em 2026.

O pipeline de projetos Utility-Scale da Greenvolt ascende atualmente a 12,8 GW, dos quais 5,1 GW já se encontram em fase Ready-to-Build ou vendidos — um aumento de 1,2 GW face ao ano anterior. A empresa investiu cerca de 800 milhões de euros em 2025 e apresenta uma posição financeira sólida, com 204,5 milhões de euros em caixa e equivalentes e 68% da dívida a taxa fixa.

Perspetivas para 2026

Para o próximo ano, a Greenvolt prevê intensificar a rotação de ativos (com mais de 1 GW planeados), aumentar o pipeline Ready-to-Build até 6,3 GW, melhorar o desempenho da Biomassa e consolidar o crescimento da Geração Distribuída, com o objetivo de alcançar EBITDA positivo neste segmento.

“Os resultados de 2025 reforçam que o nosso modelo tripartido — Utility-Scale, Biomassa e Geração Distribuída — é determinante para um crescimento sustentável a longo prazo”, afirmou João Manso Neto. “A diversificação protege-nos contra a volatilidade específica de cada tecnologia e permite-nos criar valor de forma equilibrada e duradoura”, acrescenta.

Em resumo, o objetivo passa por aumentar o EBITDA de forma significativa através de um crescimento orgânico e sustentável nas geografias onde já operamos, suportado pela forte rentabilidade na rotação de ativos utility-scale, pela evolução da geração distribuída para níveis de rentabilidade e por um elevado desempenho operacional no segmento de biomassa, explica a Greenvolt.


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