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Quem manda na Saúde é o Ministério das Finanças, conclui bastonário da Ordem dos Médicos

Nesta entrevista o bastonário da Ordem dos Médicos diz que a ministra não é fácil de convencer, não concretiza, não é simpática com os profissionais de saúde, não os trata bem e que falta-lhe mérito e capacidade, ao mesmo tempo que acredita que já nada vai ser feito para resolver os problemas do Serviço Nacional de Saúde.
Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães
30 Junho 2019, 13h15

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, disse em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios que a ministra da Saúde já ultrapassou “a linha vermelha” e que agora quem manda na Saúde é o Ministério das Finanças.

“Nós estamos todos a trabalhar para o Dr. Centeno”, apesar de considerar que “a responsabilidade do que está mal na saúde”, não ser de Centeno, mas sim da ministra da Saúde, afirma Miguel Guimarães.

Segundo o Bastonário, não são só os médicos, mas em geral “as pessoas já não acreditam nela”, salientando que essa é uma imagem que não vai conseguir apagar até ao fim da legislatura.

Nesta entrevista o bastonário da Ordem dos Médicos diz que a ministra não é fácil de convencer, não concretiza, não é simpática com os profissionais de saúde, não os trata bem e que falta-lhe mérito e capacidade, ao mesmo tempo que acredita que já nada vai ser feito para resolver os problemas do Serviço Nacional de Saúde.

Miguel Guimarães refere, não só que a Ordem está solidária com a greve dos médicos, afirmando que “estão no caminho certo”, como também revela que se fosse médico a tempo inteiro também faria greve.

O Bastonário sublinha ainda que a coincidência das greves dos médicos e dos enfermeiros vai ter um grande impacto.

O fim das taxas moderadoras nos hospitais, se a medida avançar ao nível dos cuidados primários, é um princípio defendido por Miguel Guimarães, afirmando que as “circunstâncias têm de ser as mesmas e por isso se (as taxas) desaparecerem nos cuidados de saúde primários não há como não desaparecerem a nível dos hospitais”.

Quanto à medida do encerramento faseado das urgências das maternidades, o bastonário frisou que se a segurança for posta em causa, os médicos poderão agir judicialmente contra a ministra da Saúde.”Se houver complicações com uma grávida ou uma criança vamos responsabilizar”, garantiu.


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