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Amazon entra na luta dos satélites e negoceia compra da Globalstar por nove mil milhões

A aquisição aceleraria a aposta da Amazon em competir com a SpaceX de Elon Musk e o seu serviço de internet orbital Starlink.
7 Abril 2026, 07h00

A Amazon está em negociações para adquirir o grupo de telecomunicações por satélite Globalstar, por nove mil milhões de dólares (8,6 mil milhões de euros), num acordo que reforçaria o esforço da gigante do comércio eletrónico para construir o seu próprio negócio de satélites em órbita terrestre baixa. Uma das principais complicações tem sido a participação de 20% da Apple na Globalstar, o que exige negociações entre a Amazon e a Apple.

A aquisição do grupo de satélites aceleraria a aposta da Amazon em competir com a SpaceX de Elon Musk e o seu serviço de internet orbital Starlink. De acordo com o “Financial Times” nenhum acordo foi ainda finalizado e as discussões podem mudar ou até fracassar.

Fundada em 1991, as ações da Globalstar dispararam nos últimos meses devido a especulações de aquisição, atingindo uma capitalização de mercado de cerca de nove mil milhões de dólares na quarta-feira passada. As ações subiram cerca de 230% no último ano, com os investidores a apostar que a empresa poderá tornar-se uma concorrente da SpaceX.

A Globalstar, com receitas anuais de 273 milhões de dólares, tem atraído interesse de vários outros potenciais compradores, à medida que empresas procuram construir as suas próprias constelações de satélites em órbita terrestre baixa, um segmento dominado pela Starlink.

A Apple investiu 1,5 mil milhões de dólares na Globalstar em 2024, adquirindo uma participação de 20% na empresa. Como parte do acordo, a Globalstar comprometeu-se a reservar 85% da capacidade da sua rede para a Apple, para envio de mensagens via satélite quando não há cobertura de rede móvel. A Amazon planeia ter cerca de 700 satélites no espaço até meados deste ano, mas afirmou que a falta de capacidade de lançamento está a dificultar a expansão do seu serviço.


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