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Google, OpenAI, e Anthropic unem-se para evitar que concorrência chinesa extraia resultados de modelos de IA

As informações estão a ser partilhadas através do Frontier Model Forum, uma organização sem fins lucrativos que a Microsoft, e estas três empresas, fundaram em 2023, com o intuito de detetarem tentativas de extração adversária que violam os seus termos de serviço.
7 Abril 2026, 10h31

A Alphabet (proprietária da Google), a OpenAI (que detém o ChatGPT), e a Anthropic (que possui o Claude) formaram uma parceria com o objetivo de impedir que a concorrência vinda da China extraia resultados de modelos de inteligência artificial (IA) norte-americanos, avança a agência noticiosa Bloomberg.

Fontes familiarizadas com o dossier referem que as informações estão a ser partilhadas através do Frontier Model Forum, uma organização sem fins lucrativos que a Microsoft, e estas três empresas, fundaram em 2023, com o intuito de detetar tentativas de extração adversária que violam os seus termos de serviço.

A Bloomberg sublinha que esta colaboração entre as três empresas visa dar resposta à criação por utilizadores, especialmente na China, de versões que imitam os seus produtos e rivalizam ao nível de preços e atração de clientes, a que se junta a possibilidade de representarem um risco para a segurança nacional. As autoridades norte-americanas estimam que a extração de versões não autorizadas custem milhares de milhões de dólares em lucros anuais, a Silicon Valley, refere a agência noticiosa, tendo por base fontes familiarizadas com o tema.

A agência noticiosa lembra que a OpenAI chegou a acusar a chinesa DeepSeek de tentar “aproveitar indevidamente as capacidades desenvolvidas pela OpenAI e outros laboratórios” dos Estados Unidos. Em causa está uma prática designada como destilação. Esta técnica faz uso de um modelo de IA mais antigo (o professor) para treinar um modelo mais recente (o aluno) replicando as capacidades do sistema anterior, a um custo que é geralmente mais baixo do que produzir um modelo a partir do zero, tendo como exemplo a DeepSeek. A agência noticiosa salienta que algumas formas de destilação são amplamente aceites e até incentivadas. Mas a controvérsia gera-se quando este tipo de técnica é utilizada por terceiros (em particulares países vistos como concorrentes como por exemplo a Rússia e China) para replicar trabalhos com propriedade intelectual sem autorização.


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