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Metro de Lisboa. Bruxelas conclui este mês investigação a empresa chinesa

Comissão Europeia investiga se chineses da CRRC receberam subsídios estatais de Pequim.
7 Abril 2026, 19h15

A Comissão Europeia tem até 13 de abril para divulgar a conclusão da investigação à empresa chinesa CRRC que faz parte do consórcio que venceu o concurso da linha Violeta do Metro de Lisboa.

A investigação visa apurar se a CRRC recebeu subsídios do Governo chinês, podendo configurar concorrência desleal, à luz das regras comunitárias.

O Governo disse hoje que cumpriu a lei neste dossier e destacou que a empresa chinesa já forneceu outras empresas em Portugal, como a Metro do Porto.

“A CRRC já vendeu equipamento para outras empresas públicas. O Metro do Porto opera CRRC e com resultados claros”, disse o ministro das Infraestruturas esta terça-feira no Parlamento.

“Não estou à procura de views, estou à procura de fazer uma gestão criteriosa”, disse Miguel Pinto Luz em resposta às críticas do deputado do Chega, Francisco Gomes, que acusou o Metro de Lisboa de ser um “mero espetador neste processo”.

A CRRC é uma fabricante chinesa de locomotivas  e material circulante, integrando o consórcio vencedor liderado pela Mota-Engil, no valor de 600 milhões de euros, mais IVA.

A companhia portuguesa de construção já disse que está disposta a trocar de fornecedor, caso a Comissão Europeia conclua que a CRRC não tem condições para integrar o consórcio.

Em novembro de 2025, a Comissão Europeia disse haver “indícios suficientes de que a Portugal CRRC Tangshan Rolling Stock Unipessoal pode ter beneficiado de subvenções estrangeiras que distorceram o mercado interno, justificando uma investigação aprofundada”.

Bruxelas disse que a investigação vai servir para garantir uma “concorrência leal e condições de concorrência equitativas na UE”.

“Não é o Metro de Lisboa a empresa visada nesta investigação. O Metro não pode contactar diretamente a Comissão Europeia, responde ao que foi pedido. A empresa foi subcontratada e o consórcio liderado pela Mota-Engil admitiu a hipótese de substituir a CRRC, tendo o metro informado a Comissão desta possibilidade. O Governo respeitou integralmente os mecanismos europeus de supervisão e cumpriu o interesse público”, disse a deputada do PSD, Margarida Saavedra, na sua intervenção.


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