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Criador do império Volkswagen morre aos 82 anos

O responsável pela transformação do grupo Volkswagen na maior distribuidora de automóveis do mundo, sentiu-se mal enquanto jantava com a sua esposa num restaurante nos arredores de Rosenheim, sul da Alemanha.
27 Agosto 2019, 10h22

Ferdinand Piech, descendente da família Porsche, morreu esta segunda-feira, dia 26 de agosto. Aos 82 anos, o responsável pela transformação do grupo Volkswagen na maior distribuidora de automóveis do mundo sentiu-se mal enquanto jantava com a sua esposa num restaurante nos arredores de Rosenheim, no sul da Alemanha. O engenheiro austríaco foi levado para o hospital mais próximo, onde acabaria por morrer, segundo a agência de notícias “Deutsche-Press”, citada pela “Bloomberg”.

Com uma carreira de sucesso na administração da Volkswagen, Ferdinand Piech era admirado pelo seu conhecimento técnico e obsessão pelo detalhe. Subiu ao lugar mais alto da empresa na década de 90, numa altura em que o fabricante automóvel atravessava dificuldades devido aos custos elevados a que se juntavam a fraca qualidade dos produtos e as perdas significativas.

Durante este período mais conturbado, Ferdinand Piech, através de um série de estratégias consideradas revolucionárias para a altura, conseguiu dar a volta à situação e ‘resgatar’ a Volkswagen, evitando despedimentos em massa e o fecho de algumas fábricas. Estas ações acabaram por fazer dele um ícone para sindicatos de trabalhadores, em especial os da indústria automóvel.

Após chegar ao cargo de presidente do conselho de supervisão da Volkswagen, em 2002, continuou a sua estratégia de crescimento, que viria a culminar com a fabricante automóvel a tornar-se na maior distribuidora e fabricante automóvel do mundo, após ultrapassar a Toyota em 2016, segundo o relato da agência noticiosa.

Um dos seus maiores “feitos” foi a aquisição da Porsche em 2012 ao seu primo, Wolfgang Porsche, que, por sua vez, já tinha tentado comprar a Volkswagen em 2008 sem sucesso. Ferdinand Piech já não colaborava com a Volkswagen nos últimos tempos, porque acabou por sair da empresa após o escândalo sobre as falsas emissões dos carros a diesel, o apelidado de “dieselgate”.


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