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Dona do Minipreço aumenta prejuízos para 418 milhões

Na operação em Portugal, as vendas líquidas contraíram 6,3%, para 290,7 milhões e o EBITDA ajustado caiu para 3,2 milhões. O número de lojas em território nacional diminuíram de 603 para 592.
Supermercados
16 Setembro 2019, 10h29

O Grupo DIA, dono da cadeia de supermercados Minipreço, aumentou os prejuízos para 418 milhões no primeiro semestre e compara com as perdas no valor de 29,6 milhões registadas nos primeiros seis meses de 2018.

As vendas líquidas ascenderam a 3,4 mil milhões de euros, uma queda de 7% face a igual período do ano passado.

Em Portugal, as vendas brutas (faturação incluindo impostos indiretos) caíram 4,6% para 377,1 milhões de euros, enquanto as vendas líquidas contraíram 6,3%, para 290,7 milhões. O EBITDA ajustado caiu para 3,2 milhões, o que se traduz numa queda de 75,2% em termos homólogos e traduz uma diminuição da margem de 310 pontos base, para 1,1%.

Em igual período, a operação em Portugal perdeu onze lojas, que passaram de 603 para 592. O Grupo transferiu ainda onze lojas, que passaram para o regime de franquia, e foram ainda encerradas doze lojas.

Em comunicado, o Grupo explica que os resultados consolidados do primeiro semestre foram afetados “por uma série de fatores negativos e extraordinários”.

No Brasil e em Espanha foram levados a cabo despedimentos coletivos e foram executadas medidas na estrutura da operação brasileira para melhorar a produtividade.

Nos últimos doze meses, o Grupo registou “níveis muito elevados de falta de stock”e encerrou 663 lojas deficitárias. Foram ainda passadas 222 lojas próprias a franquiadas com o objetivo de melhorar e reforçar a rede de franquia.

O Grupo teve ainda de reconhecer provisões, perdas ou baixas contabilísticas de contas por cobrar, riscos e passivos que tinham de ser aprovisionados.

“Relativamente à evolução do negócio a partir do segundo semestre, com a chegada da nova administração e da injeção de liquidez em junho, a prioridade imediata foi normalizar a relação com os fornecedores, eliminar as faltas de stock e abastecer completamente as lojas e armazéns, com o objetivo de prestar um serviço completo aos clientes e regressar à normalidade o mais rapidamente possível”, lê-se no comunicado.

“O efeito positivo desta normalização já é visível em julho e agosto, já que neste período as vendas comparáveis mostram uma recuperação gradual e significativa face aos mínimos históricos registados em junho (-15,5%)”.

O CEO do Grupo DIA, Karl-Heinz Holland vincou que “a nova administração está plenamente consciente da exigente situação” e revelou que “todos os dias haverá melhorias e mudanças, o que levará ainda algum tempo”.


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