A pandemia foi um despertar para a dependência excessiva que a Europa tem de terceiros na área da saúde. A resposta está a ser dada, a passos largos. Mas ainda é insuficiente.
Os Estados Unidos decidiram mergulhar o mundo numa guerra comercial e os medicamentos não escapam, mas o diretor executivo do HCP considera que o setor português está mais robusto e com capacidade de absorver estas perturbações. Ainda assim, continua a faltar uma política industrial que olhe para a saúde como um dos motores do crescimento nacional, enquanto no SNS o problema é sobretudo de gestão.
O novo quadro europeu reforça as obrigações de continuidade do abastecimento. Farmacêuticas, distribuidores, hospitais e entidades públicas vão ter de rever contratos. Na contratação pública, a robustez da cadeia de fornecimento ganha peso ao lado do preço, volume e prazo.
O JE Falou com o ‘country manager’ da Faes Farma Portugal, Helder Cassis, sobre a estratégia e áreas prioritárias do grupo para crescer no setor de forma sustentável nos próximos anos.
A farmacêutica dinamarquesa Lundbeck está a reforçar o papel de Portugal na sua estratégia ibérica, num momento em que o grupo aposta na expansão da inovação em neurociência. Integrado numa lógica regional, o mercado português representa cerca de 18% da operação ibérica, evidenciando um peso significativo apesar da menor dimensão face a Espanha.