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Xi Jinping na cimeira BRICS em Brasília, mas visita de Estado não é certa

O Governo chinês confirmou esta quinta-feira a participação do Presidente da China, Xi Jinping, na próxima cimeira do fórum do bloco de países emergentes BRICS, que se realiza entre os dias 13 e 14 de novembro, em Brasília.
7 Novembro 2019, 07h59

A porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros não detalhou se Xi vai também ser recebido numa visita de Estado pelo homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, que esteve em Pequim, no mês passado, numa visita oficial.

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, também participarão na cimeira do BRICS.

Os líderes chegam a Brasília no dia 12 de novembro e, no dia seguinte, participam no encerramento de um fórum de negócios.

No dia 14 terão duas sessões plenárias, após as quais será assinada uma declaração conjunta.

O bloco das grandes economias emergentes, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, reuniu-se pela primeira vez em 2009 – na altura ainda sem a África do Sul – e estabeleceu uma agenda focada na reforma da ordem internacional, visando maior protagonismo dos países emergentes em organizações como as Nações Unidas, o Banco Mundial ou o Fundo Monetário Internacional.

O Brasil exerce durante este ano a presidência rotativa dos bloco, sob a liderança de Bolsonaro e com a coordenação do ministro dos Negócios Estrangeiros, Ernesto Araújo, que questionou já a utilidade do grupo.

No conjunto, os BRICS representam cerca de 40% da população mundial e 23% do produto global bruto.

Numa entrevista recente à agência Lusa, o embaixador do Brasil em Pequim, Paulo Estivallet de Mesquita, defendeu que é preciso ser “realista quanto à capacidade de atuação política” do bloco BRICS.

“O BRICS não é uma aliança política para atuar na ONU ou onde quer que seja. Como atuação política no cenário internacional há limites no que pode ser feito”, disse o diplomata, em Pequim.

Paulo Estivallet de Mesquita lembrou que o bloco é composto por países com “circunstâncias bastante diferentes”.

“O Brasil e a China, por exemplo, um de cada lado do planeta, com circunstâncias geográficas e sistemas políticos e de atuação no cenário internacional muito diferentes”, descreveu.


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