O valor de cinco euros oferecido pelo clube aos investidores da SAD do Benfica é o aspeto da OPA que gera mais dúvidas entre os analistas. Para o painel do ‘Jogo Económico’, esta semana reforçado com o economista e ex-futebolista Diogo Luís, é unânime em apelidar este fator como o ‘calcanhar de Aquiles’ desta operação. “O preço que o clube dá por ação nesta OPA (cinco euros) é um dos poucos fatores deste processo que carece de justificação porque nos mercados financeiros, quando há uma OPA, dificilmente se dá um valor superior a 50% do valor de mercado e temos de ter em conta que a ação da SAD do Benfica tem pouca liquidez, ou seja, se houver dez transações num dia, por exemplo, esta ação pode cair ou subir um euro”, realça Diogo Luís.
Realça que “quem está a defender os interesses do Benfica não os defendeu neste momento” e que o argumento da compensação aos investidores cai por terra quando 25% das ações estão em quatro acionistas que não compraram as ações numa fase inicial”. Outro ponto, defende este economista, “é que, se a intenção é compensar os acionistas, não se pode só pagar cinco euros. O Benfica teria de pagar 7,24 euros para descontar o efeito de capitalização da inflação”.
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