O presidente executivo da Rioforte, João Rodrigues Pena, considerou hoje que a empresa podia ter consistido numa perspetiva “interessante” e “viável” de aumentar a profissionalização dos negócios fora da área financeira do Grupo Espírito Santo (GES).
A Rioforte “constituiu uma iniciativa do GES” tida por Rodrigues Pena como “interessante e viável” no sentido de “aumentar a profissionalização da gestão dos negócios mais importantes fora da área financeira e potenciar o seu valor a prazo”.
“Apesar do grau de endividamento e prejuízos com que nasceu, a Rioforte possuía a meu ver potencial de melhoria intrínseco a muitos dos seus negócios e a reputação da marca Espírito Santo tornava credível a visão de médio e longo prazo de construir uma carteira de negócios estruturalmente rentável e atrair investidores em boas condições de valor para o acionista”, considerou o responsável, que falava na comissão de inquérito à gestão do BES e do GES.
O responsável, presidente da Rioforte, a ‘holding’ não financeira do GES, está a ser ouvido desde as 15:10 e iniciou a sua audição com uma intervenção escrita de mais de 50 minutos.
A comissão de inquérito arrancou a 17 de novembro passado e tem um prazo total de 120 dias, que pode eventualmente ser alargado.
Os trabalhos dos parlamentares têm por intuito “apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos, e as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo do GES, designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades”.
OJE/Lusa
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