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“Papéis do Panamá”. Primeiro-ministro islandês demite-se

O primeiro-ministro islandês, Sigmundur David Gunnlaugsson, demitiu-se devido à sua implicação no caso “Papéis do Panamá” por deter uma empresa num paraíso fiscal, de acordo com o Financial Times
5 Abril 2016, 17h28

A demissão surge depois do pedido do primeiro-ministro para que efetuasse a dissolução do Parlamento, sendo que esta proposta foi recusada pelo presidente do país, Ólafur Ragnar Grímsson.

Segundo informações recolhidas pelos media locais, Ólafur Ragnar Grímsson recusou a petição do primeiro-ministro com o argumento de que não tinha sido consultado nenhum parceiro de coligação no Governo, o Partido da Independência.

Na segunda-feira, Gunnlaugsson tinha excluído demitir-se após a revelação de que possui bens dissimulados num paraíso fiscal, no âmbito da publicação dos chamados “Papéis do Panamá” (Panama Papers).

A oposição de esquerda exigiu o seu afastamento logo após a divulgação dos documentos, onde se refere que terá criado em 2007 uma sociedade com a sua mulher nas ilhas Virgens britânicas para gerir a sua fortuna.

De acordo com os documentos publicados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), Gunnlaugsson, 41 anos, deteria 50 por cento da sociedade envolvida até ao final de 2009. Quando foi eleito pela primeira vez deputado em abril de 2009, na qualidade de líder do Partido Progressista, omitiu essa participação na sua declaração de património.

Após um governo social-democrata, que subiu ao poder na sequência do colapso económico da Islândia em 2008, Gunnlaugsson garantiu o cargo de primeiro-ministro em 2013 com o apoio do Partido da Independência, cujo líder, Bjarni Benediktsson, atual ministro das Finanças, também surge nos “Documentos do Panamá”.

OJE


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