As forças de apoio e salvamento, como é o caso dos Médicos Sem Fronteiras, continuam a salvar vidas no Mediterrâneo – 107 e 139, respetivamente, em dois barcos sem condições que procuravam cruzar o canal da Sicília -, mas mesmo assim registaram-se 25 vítimas e dados da ONU indicam que as mortes e desaparecimentos até agora já atingiram 3.740 migrantes.
O número, divulgado pelo diário “La Repubblica”, aproxima-se do total do ano de 2015 (3.771), pelo que o recorde de mortalidade está demasiado próximo de ser cruzado. A mesma publicação refere-se a 327.800 refugiados e migrantes que já tentaram fazer a travessia que é uma ameaça à vida, enquanto no total do ano passado o número superou um milhão de pessoas.
Indica ainda o “La Repubblica” que, desde o começo do ano, uma pessoa em cada 88 que tentaram cruzar o Mediterrâneo perdeu a vida – no ano transato, essa relação estabelecia-se em uma para 269. E no Mediterrâneo Central “este dado é mesmo mais elevado, uma vez que acontece uma morte por cada 47 que tentam a travessia”, esclarece a publicação italiana.
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