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Ecologista Van der Bellen vence as eleições na Áustria

De acordo com as projeções da televisão pública austríaca, o candidato ecologista Alexander Van der Bellen venceu hoje a segunda volta das presidenciais austríacas face a Nobert Hofer, do partido de extrema-direita (FPÖ).
Stimmen für Van der Bellen
4 Dezembro 2016, 17h23

As primeiras projeções da segunda volta das presidenciais austríacas que decorrem hoje, apontam para uma vitória de Van der Bellen, de 72 anos, independente ligado aos Verdes, que conta com 53,6% dos votos, contra os 46,4% de Norbert Hofer, candidato do partido de extrema-direita FPÖ.

O partido de extrema-direita já reconheceu a derrota do seu candidato, Norbert Hofer. “Desejo felicitar Van der Bellen por este sucesso”, declarou o secretário-geral do Partido da Liberdade (FPÖ), Herbert Kickl, à televisão pública.

Hofer, por seu turno, reconheceu a derrota e felicitou o vencedor através do Facebook. Na publicação, o candidato de extrema-direita agradeceu o apoio que lhe deram, disse estar “profundamente triste” e apelou à união dos austríacos.

Van der Bellen, economista, foi um grande defensor na fase final da sua campanha da unidade europeia. O candidato próximo dos Verdes rejeita o populismo “trumpista”, prometendo “responsabilidade em vez de extremismo”.

Perante esta vitória, são várias os países que já reagiram, nomeadamente a Alemanha.

“Um peso foi tirado da mente de toda a Europa”, declarou o vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, ao jornal alemão Bild, sobre a vitória de Alexander Van der Bellen na segunda volta das presidenciais austríacas face a Norbert Hofer, do partido de extrema-direita (FPÖ), de acordo com as projeções da televisão pública austríaca.

Para Gabriel, trata-se de “uma vitória clara do bom senso contra o populismo de direita”.

Também Ulrich Kelber, vice-ministra da Justiça e social-democrata, escreveu no Twitter: “Talvez a vitória de Donald Trump tenha sido o ponto de viragem. A maioria liberal está a reagir”.

Para Simone Peter, líder dos Verdes alemães, “foi um bom dia para a Áustria e para a Europa. Os demagogos de direita têm de ser travados”.


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