O IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública colocou hoje 1,25 mil milhões de euros em dois leilões de bilhetes do Tesouro (BT), obtendo taxas ainda mais negativas do que as registadas nos últimos leilões comparáveis, em janeiro.
Nos BT a seis meses, foram colocados 250 milhões de euros, com uma taxa de juro negativa de 0,158%, que compara com uma taxa negativa de 0,09%, no leilão feito em Janeiro.
Neste leilão, a procura superou em 3,82 vezes a oferta.
Nos BT a 12 meses, foram colocados 1.000 milhões de euros, a uma taxa negativa de 0,112%, que compara com taxa a do leilão de janeiro, que foi negativa de 0,129%.
Neste leilão, a procura quase duplicou a oferta (1,93 vezes).
Filipe Silva, diretor de Gestão de Ativos do Banco Carregosa, afirma que estes dados mostram que “continuamos a beneficiar do ambiente de baixas taxas de juro e da ausência de sinais de que a subida de taxas de juro do BCE esteja para breve”.
“Enquanto o Banco Central Europeu continuar a comprar a dívida soberana portuguesa, beneficiamos dessa proteção”, acrescentou.
Henrique Romão Dias, gestor da corretora XTB, defende que as taxas negativas verificadas “mostram a confiança na continuidade da política monetária expansionista”.
No entanto, aponta que existe uma disparidade entre as diferentes maturidades: “Enquanto as taxas a 6 e 12 meses não pressupõem qualquer risco, dada a atuação do BCE no curto prazo, as ‘yields’ das obrigações a 10 anos seguem a incorporar os riscos de contração monetária de médio prazo e de instabilidade europeia”, diz.
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