A marca de automóveis Ferrari anunciou, esta quinta-feira, ter obtido um lucro líquido recorde de 124 milhões de euros no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 60% face a igual período do ano passado e uma margem de ganhos equivalente à da Apple. A contribuir para este máximo histórico está o aumento das vendas de modelos equipados com motores V12, como GTC4Lusso, LaFerrari Aperta e F12tdf, que dispararam cerca de 50%.
Segundo o relatório de contas da marca italiana de automóveis de luxo e de competição, a que a agência Bloomberg teve acesso, o EBITDA (ganhos antes das taxas e amortizações) aumentou 36% para 242 milhões de euros, superando as expectativa dos analistas.
O bom resultado conseguido durante os três primeiros meses do ano levou ainda ao registo de um novo máximo histórico nas ações da construtora na Bolsa de Milão. Os títulos registaram ganhos de 4,2% para os 72,45 euros ao início da manhã. As ações subiram 86% nos últimos 12 meses, valorizando a empresa em 13,6 mil milhões de euros.
“Estas margens de lucro mostram como a Ferrari compete no mesmo terreno que as marcas de luxo”, disse Massimo Vecchio, analista da Mediobanca em Milão. “A marca apenas usa carros como isca”.
Depois de durante vários meses ter enfrentado uma margem mínima de lucros, a empresa está focada em atingir um EBITDA de 950 milhões de euros e, para tal, lançou aquele que está o automóvel mais rápido do mundo.
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