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Decisões sobre energia nuclear e renovável em Espanha podem castigar a EDP

Políticas para o setor da energia em Espanha poderão vir a penalizar a EDP e a EDP Renováveis, de acordo com o banco de investimento Haitong.
26 Maio 2017, 11h21

Alterações legislativas na energia nuclear e um novo leilão de energias renováveis são os dois fatores a ter em atenção que poderão influenciar os negócios do grupo EDP em Espanha, de acordo com o Haitong. O banco de investimento alertou, numa nota aos clientes, que os dois temas poderão penalizar as ações da elétrica e da subsidiária EDP Renováveis.

O governo espanhol está a preparar uma mudança legislativa que reduz para dois anos o prazo para as empresas de eletricidade decidirem o futuro das centrais nucleares, segundo noticiou esta quinta-feira o jornal El Economista. O Haitong refere que não é surpreendente que Espanha queira ganhar tempo e adiar decisões dado que a energia nuclear é um tema sensível para a opinião pública.

“Vamos definitivamente manter-nos atentos a este assunto e a se a decisão é adiada ou não, uma vez que é muito importante para a perspetiva a longo prazo do sistema eléctrico espanhol, provavelmente com um grande impacto nas previsões a longo prazo do preço da energia”, refere a nota.

O banco de investimento define assim “vencedores e perdedores claros” no caso de uma alteração dos prazos. “A Endesa e a Iberdrola são vencedoras, a EDP é perdedora no caso de uma extensão”, explica.

Sobre as renováveis, o Haitong alerta para o anúncio feito pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy de que um novo leilão de potência das energias renováveis vai ser realizado ainda antes do verão. O país tinha já realizado um primeiro leilão nas últimas semanas, mas o banco diz que o governo espanhol estará a tentar dar uma nova oportunidade às energias solares depois de uma regra do primeiro leilão ter excluído esta energia.

“Acreditamos que este aumento mais rápido do que o esperado na capacidade de energias renováveis na Península Ibérica poderá colocar alguma pressão sobre os preços da eletricidade a médio e longo prazo”.

“Tal efeito na segunda volta [do leilão] poderá ser negativo para empresas com maior capacidade térmica (como a Gas Natural) ou com alta alavancagem dos preços de energia devido a uma grande capacidade hídrica (como a EDP) e, por outro lado, ser marginalmente positivo para empresas com uma estratégia de reduzida produção/fornecimento longo, como a Endesa”, acrescenta o Haitong.

No PSI 20, as ações da EDP negoceiam com ganhos ligeiros, a valorizar 0,09% para 3,192, enquanto a EDP Renováveis perde 0,30% para 6,951 euros por ação.


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