A Malo Clinic prevê crescer um mínimo de 16% este ano, face a 2016, mantendo o ritmo de expansão registado no primeiro semestre do ano, chegando aos 85 milhões de euros de faturação. Para 2018, a previsão é de manutenção do passo, com um crescimento de, pelo menos, 15%, o que fará com que a empresa atinja a fasquia de 100 milhões de euros.
Este crescimento está, essencialmente, alicerçado nas unidades internacionais do grupo. Fundada em 1995, a Malo Clinic está baseada em Portugal, onde tem 12 clínicas, mas tem a maior parte da sua atividade desenvolvida no estrangeiro, onde já detém 65 clínicas.
Em Portugal, o crescimento do grupo é de cerca de 5%, um ritmo de expansão muito inferior ao das unidades internacionais, mas que mais do que duplica as previsões de crescimento da economia portuguesa para este ano feitas pelo Banco de Portugal (1,8%) e pelo governo (2%).
As operações internacionais, no entanto, crescem a dois dígitos, segundo os responsáveis pela empresa, e é isso que suporta o crescimento esperado de 15% no conjunto das operações.
Em destaque estão as operações na Ásia, especialmente na China e no Japão, que registam crescimentos de dois dígitos que os responsáveis pela empresa catalogam como “muito fortes”.
A Malo Clinic está presente em 54 cidades de 20 países. O grupo tem em desenvolvimento 64 projetos, em Portugal e no estrangeiro, para serem concretizados até ao final de 2019. Só no segundo semestre deste ano, prevê abrir 31 clínicas. Em Portugal, Leiria e Loulé são as que se seguem; a nível internacional, abriu no Abu Dhabi e está a preparar a próxima unidade, que deverá ser Marrocos.
O facto de a atividade da empresa ter maior peso no estrangeiro reflete-se na distribuição dos colaboradores, com cerca de 900 trabalhadores afetos às unidades, representando 65% do total, enquanto a operação em Portugal envolve cerca de 700 pessoas.
O número de pacientes em Portugal atinge 130 mil e os responsáveis pela Malo Clinic apontam que a operação funciona também como um centro internacional – o número de pacientes estrangeiros tratados em Portugal ascendeu a 4.600, em 2016, o que representa um crescimento de cerca de 40% face ao ano precedente. Estes pacientes vêm de mercados como a Suíça, Angola, Inglaterra, França, Luxemburgo, EUA, Espanha, Moçambique, Alemanha, Holanda.
Patentes para técnicas e produtos
O negócio do grupo de Paulo Malo tem por base os serviços, mas também as patentes de técnicas cirúrgicas e produtos desenvolvidos na empresa, cuja utilização é, depois, rendibilizada.
É o caso do procedimento All-on-4, que permite a reabilitação de desdentados totais com a colocação de apenas quatro implantes de titânio em cada maxilar, dispensando o transplante ósseo ou qualquer tipo de reconstrução da maxila/mandíbula, etapas que são, muitas vezes, incontornáveis para alguns pacientes em processo de reabilitação oral.
Através deste processo, é reduzida a utilização de implantes, o que faz com que seja, também, reduzido o tempo cirúrgico e possibilitada uma reabilitação mais rápida. Tudo isto faz com que o custo do tratamento seja mais reduzido do que com as técnicas tradicionais, especialmente quando comparado com as situações em que é necessário um enxerto ósseo.
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