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Apito final: Benfica pondera recorrer da decisão que ilibou Pinto da Costa e FC Porto

Equipa da Luz discorda com decisão do Conselho de Justiça, da Federação Portuguesa de Futebol, que no âmbito do caso ‘Apito Final’ deu razão a Pinto da Costa, e pretende recorrer para o Tribunal Arbitral de Desporto.
17 Julho 2017, 12h58

No passado sábado, dia 15 de julho, o Conselho de Justiça (CJ) deu razão a Pinto da Costa, retirando-lhe assim a suspensão de dois anos, a multa de 10 mil euros e a anulação da retirada dos seis pontos à equipa, referentes à temporada 2007/08.

Depois desta notícias, o jornal Record avança que o SL Benfica considera recorrer para o Tribunal Arbitral de Desporto (TAD), para que seja anulada a decisão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, no âmbito do caso ‘Apito Final’.

“A deliberação do Conselho de Justiça é nula porque usurpa os poderes e competências do TAD; logo, não existe e não produz quaisquer efeitos”, disse fonte do jornal.

Para a turma de Rui Vitória, o Conselho de Justiça “não é competente para julgar o processo”, mas sim o TAD, “porque tem os poderes para apreciar as decisões do Conselho de Disciplina, que tomou o lugar da anterior Comissão Disciplinar da Liga”.

Os encarnados deixam ainda três questões no ar: “Se a FPF usurpou poderes do TAD, qual a posição do secretário de Estado do Desporto perante uma violação grave dos poderes públicos desportivos e qual a consequência para a utilidade pública desportiva da FPF?”; “Qual a posição do Sporting, que num dos primeiros atos da gestão de Bruno de Carvalho foi fazer uma denúncia à UEFA por causa do Apito Dourado e baseada nas escutas e depoimento de Carolina Salgado? A Santa Aliança impõe o silêncio?”; “Poderia este CJ deliberar sobre um processo que reporta a factos praticados por uma SAD que à data tinha como membro o atual presidente da FPF? Não haveria aqui conflito de interesses? Não deveriam os atuais membros, eleitos com o atual presidente da FPF, ter pedido escusa?”


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