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Quase 70% dos apostadores portugueses recorrem a operadores não licenciados

Segundo um estudo apresentado esta segunda-feira, 68% dos jogadores online admitiu apostar através de operadores não regulados. E 39% do montante apostado por jogadores portugueses fica no país, sendo aplicado no mercado regulado.
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Cristina Bernardo
4 Dezembro 2017, 14h00

A grande maioria dos jogadores portugueses que apostam online escolhe operadores não licenciados no mercado português. A conclusão é da Remote Gambling Association (RGA), que apresentou esta segunda-feira um estudo sobre o mercado das apostas online em Portugal.

De acordo com o estudo, 68% dos inquiridos admitiu apostar através de operadoras não regulados, dos quais 38% assumiram que optam “exclusivamente” por operadores offshore (não regulados) e 30% tanto escolhem jogar em operadores regulados como não regulados.

Com base nas respostas válidas de 1042 jogadores, o estudo da RGA tentou aferir as consequências para os operadores licenciados, em Portugal, e concluiu que apenas 39% do montante apostado por jogadores portugueses online fica no país, sendo aplicado no mercado regulado.

Com o objectivo de proteger os consumidores, reduzir a dimensão do mercado não regulado e aumentar as receitas fiscais adicionais, o Governo português introduziu o regime jurídico dos Jogos e Apostas online, em 2015. Ainda assim, Para Pierre Tournier, director de relações governamentais da RGA, “estes objectivos, sobretudo o do combate ao mercado ilegal” não estão a ser cumpridos.

Mais, a RGA, a partir do estudo encomendado à Eurogroup Consulting, sabe que 54% dos apostadores portugueses apostam diariamente e 27% apostam mais de duas vezes por semana.

Sobre as preferências dos jogadores nacionais, são as apostas desportivas as preferidas dos jogadores portugueses, com 86%,  seguindo-se o segmento do poker, com 13%, e os jogos em casino, com 1% das escolhas dos inquiridos.

Segundo o partner do Eurogrpoup Consulting, José Manuel Azevedo, este estudo “representa os apostadores online em Portugal”.

Para alcançar estas conclusões a consultora Eurogroup obteve 1042 respostas válidas nos inquéritos disponiblizados aos apostadores online, através do sitio Academia das Apostas e alguns grupos privados de apostadores no Facebook. O estudo teve ainda o apoio da Associação Nacional de Apostadores Online (ANAon).


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