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PSI 20 fecha no vermelho com novo tombo de 10% da Pharol

“O mercado nacional terminou em baixa, num dia em que os investidores nos dois lados do Atlântico estiveram essencialmente focados nas reuniões dos Bancos Centrais”, explicaram os analistas do BPI.
Reuters
14 Dezembro 2017, 17h20

A Bolsa de Lisboa fechou esta quinta-feira em queda, a acompanhar a tendência na Europa, num dia marcado por reuniões de bancos centrais. O PSI 20 recuou % para pontos, com 13 das 18 cotadas no vermelho e especialmente penalizado pela Pharol e pelos CTT. As perdas estenderam-se ao retalho e energia.

A Pharol tombou 10,10% para 0,2580 euros, depois da queda de 7% de quarta-feira. A operadora nacional está a ser penalizada pela nova reestruturação da operadora brasileira Oi, da qual a Pharol é a maior acionista. O novo plano, apresentado pelo novo presidente da Oi, Eurico Teles, vai permitir uma conversão da dívida até 75% do capital da empresa brasileira, o que pode levar a uma redução da participação acionista.

Ainda do lado das quedas, destacam-se ainda as ações dos CTT, que caíram 3,58% para 3,3360 euros. No retalho, a Jerónimo Martins perdeu 1,92% e a Sonae 1,31%. Na energia, a REN recuou 1,19%, a EDP 0,85% e a Galp Energia 0,41%.

Em contraciclo, a EDP Renováveis ganhou 0,97% para 6,686 euros por ação, a beneficiar do acordo de energia renovável (Renewable Energy Support Agreement) atribuído à empresa. O projecto Sharp Hills Wind Farm, em Alberta no Canadá, vai entrar em operação comercial em dezembro de 2019.

A Semapa avançou 2,07% para 17,725 euros, a Ibersol ganhou 1,55%, a NOS subiu 1,06%, a Corticeira Amorim 0,31% e a Navigator 0,25%.

“O mercado nacional terminou em baixa, num dia em que os investidores nos dois lados do Atlântico estiveram essencialmente focados nas reuniões dos Bancos Centrais”, explicaram os analistas do BPI.

“Tal como antecipado pelo mercado, o BCE manteve a taxa de juro de referência nos 0% e reiterou a continuação da compra de activos pelo menos até Setembro de 2018, a um ritmo de 30 mil milhões de euros mensais a partir de janeiro de 2018. Adicionalmente, na conferência de imprensa, Mario Draghi, informou que o BCE estima que a economia cresça 2,4% em 2017, 2,3% em 2018, 1,9% em 2019 e abrande até aos 1,7% em 2020”, salientam.

Na Europa, o índice europeu Stoxx 50 perdeu 0,54%. O alemão DAX perdeu 0,44%, o francês CAC 40 recuou 0,78%, o espanhol IBEX 35 caiu 0,82% e o italiano FTSE MIB 0,93%. No mercado cambial, o euro desvaloriza 0,46% para 1,177 dólares.

No Reino Unido, o destaque foi também a política monetária. “Para o Banco de Inglaterra, o principal risco para o Reino Unido continua a ser o efeito da negociação do Brexit que provocou, entre outros impactos, a desvalorização da libra e o aumento da inflação”, destaca o BPI. O índice britânico FTSE 100 perdeu 0,61% e a libra aprecia-se 0,56% para 1,140 euros e 0,10% para 1,343 libras.


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