A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, prevista para o próximo dia 23 de julho, estará reservada apenas para participantes e convidados especiais — uma redução muito significativa do número inicial de espectadores que estava inicialmente autorizado, 10 mil.
De acordo com o jornal “The Guardian”, que cita a publicação japonesa “Asahi Shimbun”, patrocinadores, diplomatas e outros convidados especiais serão os únicos autorizados a assistir presencialmente à cerimónia, depois do Comité Organizador, o governo da cidade de Tóquio e responsáveis do Comité Olímpico Internacional (COI) e do Comité Paralímpico Internacional (CPI) terem decidido restringir a entrada de espectadores estrangeiros.
Além dos espectadores locais ficarem impedidos de assistir ao arranque dos Jogos Olímpicos, a organização anuncia agora que as competições em grandes recintos e aquelas programadas para depois das 21h serão realizadas sem espectadores, de forma a desencorajar a permanência na capital após o encerramento dos eventos.
O número de 10 mil espectadores, ou 50% da lotação de cada recinto, poderá, no entanto ser revisto uma vez que o Japão ainda se encontra em estado de emergência por causa do agravamento da pandemia na região.
Os organizadores e o Comité Olímpico Internacional (COI) têm feito um esforço para concretizar os jogos depois de no ano passado terem sido adiados como consequência da pandemia. Este ano, apesar da oposição pública generalizada e dos avisos de especialistas médicos para a chegada de dezenas de milhares de atletas, técnicos, oficiais e jornalistas, onde apenas 13,8% das pessoas estão totalmente vacinadas, o evento será realizado.
A pressão para a concretização deste evento surge depois do “Financial Times” ter feito as contas ao evento e concluir que caso os jogos se realizassem sem público, Tóquio teria que pedir um resgate de cerca de 800 milhões de dólares.
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