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UNESCO classifica fronteiras do Império Romano no Danúbio como Património Mundial

Os quase 600 quilómetros que compõem este segmento “refletem as especificidades” desta parte da fronteira do Império Romano, com vestígios de estradas, de fortalezas dos legionários romanos e de acampamentos temporários, segundo referiu na sexta-feira a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) numa nota informativa.
31 Julho 2021, 10h26

O segmento ocidental das fronteiras do Império Romano, reconhecido como Danúbio ‘limes’ (termo em latim para fronteira), foi classificado Património Mundial pela UNESCO, que encerrou com esta nomeação a lista anual de inscrições.

Trata-se de uma inscrição transnacional, uma vez que este segmento está presente nos territórios de três países europeus: Áustria, Alemanha e Eslováquia.

Os quase 600 quilómetros que compõem este segmento “refletem as especificidades” desta parte da fronteira do Império Romano, com vestígios de estradas, de fortalezas dos legionários romanos e de acampamentos temporários, segundo referiu na sexta-feira a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) numa nota informativa.

A par destas especificidades, este segmento também consegue refletir como todos os elementos erguidos foram adaptados à topografia local, realçou ainda a UNESCO.

Com esta inscrição, a agência da ONU conclui os trabalhos da 44.ª sessão anual do comité do património mundial, que arrancaram no passado dia 16 de julho, em formato virtual, a partir da cidade de Fuzhou, no sudeste da China.

Nesta sessão, o comité avaliou as candidaturas de 2020, ano em que a reunião não se realizou devido à pandemia de covid-19, e de 2021.

No total, o comité anunciou a inscrição de 34 novos locais na lista de Património Mundial: 29 locais de componente cultural e cinco locais de componente natural.

Os pórticos de Bolonha (Itália), as paisagens de ardósia no noroeste do País de Gales (Reino Unido), o jardim tropical Sítio Roberto Burle Marx (Brasil), o complexo florestal de Kaeng Krachan (Tailândia) ou o complexo arqueológico de Arslantepe (Turquia) foram alguns dos locais que ganharam este ano a classificação de Património Mundial.

Desde o início desta sessão anual do comité, a zona portuária de Liverpool (Inglaterra) foi retirada da lista de Património Mundial, por causa da promoção imobiliária no espaço urbano, a cidade italiana de Veneza saiu da lista de património em risco, por ter proibido o acesso de grandes navios de cruzeiro, e à Turquia foi exigido um relatório sobre o estado de conservação da antiga basílica de Santa Sofia, em Istambul, a apresentar até 2022.

Com as novas inscrições, a lista de Património Mundial da UNESCO passa a integrar um total de 1.154 locais.

A 45.ª sessão anual do comité do património mundial ficou agendada para Kazan, na Rússia, de 19 a 30 de junho de 2022, segundo anunciou a UNESCO.


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