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Presidente do Comité Militar da NATO visitou a Ucrânia

A organização quer aumentar o diálogo com o país fronteiriço da Rússia. Durante a visita, subiram de tom as críticas à anexação da Crimeia por parte de Moscovo e ao apoio aos insurgentes pró-russos.
9 Abril 2021, 18h00

O marechal de Aeronáutica Stuart Peach, presidente do Comité Militar da NATO e conselheiro militar sénior do secretário-geral, Jens-Stoltenberg, fez esta semana uma visita a Kiev, capital da Ucrânia, tendo mantido encontros com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy e com o comandante-em-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, coronel-general Ruslan Khomchak.

Segundo fonte oficial da organização transatlântica, Peach visitou a Academia Nacional das Forças Terrestres e participou de reuniões sobre a parceria NATO-Ucrânia. E assegurou debates “sobre o progresso das missões internacionais de treino, bem como a situação de segurança dentro e ao redor da Ucrânia” – onde as escaramuças com forças próximas do regime de Moscovo continuam a marcar o dia-a-dia das populações junto da fronteira comum.

Em reunião com o presidente Zelenskyy, o marechal “reafirmou a valiosa parceria da NATO com a Ucrânia e seu total apoio à soberania e integridade territorial do país. As discussões centraram-se nas amplas reformas de defesa da Ucrânia, nos desenvolvimentos do país e na região do Mar Negro, no apoio contínuo da Ucrânia à Missão de Apoio da NATO no Afeganistão e à força estacionada no Kosovo.

“A aliança elogia o compromisso do presidente Zelenskyy com uma resolução pacífica do conflito no leste da Ucrânia. Os aliados da NATO estão unidos na sua condenação à anexação ilegal da Crimeia pela Rússia e suas ações agressivas no leste da Ucrânia. Instamos a Rússia a acabar com seu apoio aos militantes no leste da Ucrânia e a retirar as suas forças do território ucraniano. A Ucrânia é um dos parceiros mais próximos e importantes da NATO”, disse, citado pelo comunicado.

Com Ruslan Khomchak. O líder da NATO debateu a situação de segurança no interior e nas fronteiras da Ucrânia, “a parceria de oportunidades aprimoradas da Ucrânia com a NATO e o progresso das reformas de segurança e defesa da Ucrânia”. Peach elogiou a Ucrânia pelo seu compromisso as reformas no sector, ao mesmo tempo que defendeu o país durante os sete anos “de agressão” da Rússia.

“Saudamos os esforços da Ucrânia para implementar grandes reformas. Esse impulso precisa de continuar, a fim de consolidar as instituições democráticas da Ucrânia, fortalecer o Estado de Direito, combater a corrupção e continuar a modernizar a sua segurança e defesa. Essas reformas são essenciais para aproximar a Ucrânia de seus parceiros euro-atlânticos”, disse Peach.

A NATO “mantém um forte diálogo político e apoio à Ucrânia. Isso inclui áreas como o comando e controlo, combate a dispositivos explosivos e reabilitação médica. A aliança também aumentou o seu apoio aos parceiros na região do Mar Negro, com exercícios, visitas e partilha de informações”. Neste tempo de pandemia, o centro de ajuda a catástrofes da NATO coordenou a entrega de medicamentos e assistência financeira à Ucrânia.


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