[weglot_switcher]

Facebook, Google e Twitter criticam Bolsonaro

“O Facebook concorda com a manifestação de diversos especialistas e juristas, que afirmam que a proposta viola direitos e garantias constitucionais”, aponta a plataforma gerida por Mark Zuckerberg.
7 Setembro 2021, 17h50

As principais redes sociais, Facebook e Twitter, bem como a Google criticaram a medida provisória assinada pelo presidente do Brasil que estabelece regras para o uso e moderação de redes sociais e limita ainda a remoção de conteúdos das mesmas.

As plataformas digitais optaram por divulgar comunicados esta terça-feira a criticar a medida assinada por Jair Bolsonaro no Diário Oficial da União, que altera o Marco Civil da Internet.

O Facebook considera que a medida “limita de forma significativa a capacidade de conter abusos nas nossas plataformas, algo fundamental para oferecer às pessoas um espaço seguro de expressão e conexão online“.

“O Facebook concorda com a manifestação de diversos especialistas e juristas, que afirmam que a proposta viola direitos e garantias constitucionais”, aponta a plataforma gerida por Mark Zuckerberg.

A rede social Twitter defendeu ainda a lei que regulamenta o uso da rede no Brasil, considerando que a medida contraria o decreto. “O Marco Civil da Internet foi fruto de um amplo e democrático processo de discussão com a sociedade civil, do qual as empresas, os utilizadores e os órgão públicos puderam participar”.

“Isso permitiu a elaboração de uma lei considerada de vanguarda na proteção dos direitos dos utilizadores, preservando a inovação e a livre concorrência. A proposição desta medida provisória, que traz alterações ao Marco Civil, contraria tudo o que esse processo foi e o que com ele foi construído”, sustenta a plataforma de Jack Dorsey.

Por sua vez, a empresa que detém o motor de busca com o mesmo nome, destaca os riscos que os utilizadores das plataformas correm mediante esta nova medida. “Destacamos que as nossas políticas de comunidade são o resultado de um processo colaborativo com especialistas técnicos, sociedade civil e instituições. Essas diretrizes existem para que possamos garantir uma boa experiência de uso e preservar a diversidade de vozes e ideias características da plataforma”.

“Acreditamos que a liberdade para aplicar e atualizar regras é essencial para que o Youtube possa colaborar com a construção da Internet livre e aberta que transforma a vida de milhões de brasileiros todos os dias. Continuaremos a trabalhar para demonstrar a transparência e a importância das nossas diretrizes, e os riscos que as pessoas correm quando não podemos aplicá-las”, nota o Google.

Estas empresas já apagaram publicações do presidente brasileiro por quebraram as regras instituídas durante a pandemia de Covid-19, nomeadamente sobre tratamentos não aconselhados pela Organização Mundial da Saúde.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.