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“Mestre”, “grande estadista” e “eterno”. A reação dos membros do Partido Socialista na despedida a Jorge Sampaio

No antigo picadeiro real, onde decorre o velório do ex-Presidente da República, foram muitos os socialistas que marcaram presença e quiseram enaltecer a figura de Jorge Sampaio.
11 Setembro 2021, 12h45

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital assumiu despedir-se de um amigo mas também de um mestre, enquanto Manuel Alegre enalteceu o amigo e “grande estadista”.

À saída do antigo picadeiro real, no qual decorre o velório de Jorge Sampaio, Pedro Siza Vieira despediu-se de “Jorge Sampaio chefe de Estado, presidente da Câmara de Lisboa e deputado, mas também de despeço de alguém que foi meu mestre, meu amigo, com quem me habituei a servir a causa pública, procurando seguir sempre o seu exemplo de integridade e cortesia no trato político”.

De um ponto de vista pessoal, Pedro Siza Vieira admitiu estar a viver “um momento muito emocionante” na despedida ao antigo chefe de Estado. “Sei que a memória de Jorge Sampaio vai ficar connosco para sempre”, disse aos jornalistas.

O dirigente histórico socialista Manuel Alegre também marcou presença no velório de Jorge Sampaio, destacando a política do antigo Presidente da República. Em curtas declarações, Manuel Alegre lamentou a morte de Jorge Sampaio, alguém que considera “um grande estadista e um grande português”. “Destaco a elegância e educação, coerência e ética com que fez política”, disse.

Também a ministra da Saúde se apresentou no antigo picadeiro real. Marta Temido realçou o “papel essencial” do antigo Presidente da República na luta contra a tuberculose e a SIDA, bem como a sua posição a favor da despenalização das drogas. “Era um homem que acreditava nas pessoas e que me deixou uma mensagem que nunca vou esquecer: vale mesmo a pena lutar pelas coisas que acreditamos”, disse Marta Temido.

O antigo ministro da Justiça, Alberto Martins, também se despediu de um homem “eterno”. “Acaba a eternidade de um amigo que era eterno para nós”.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, fez questão de evidenciar Jorge Sampaio como um “socialista de coração e não só de cartão”. “Jorge Sampaio tinha aquilo que todos os políticos deviam ter: empatia pelo outro, empatia pelos mais frágeis, empatia pelos que sofriam, e isso fazia a diferença na forma como ele via o outro, como sentia o outro, e como ele depois agia”, disse Pedro Nuno Santos aos jornalistas. O governante evidenciou a necessidade das características do antigo chefe de Estado se repliquem “em mais homens e mulheres”.

O ministro recordou ainda que o antigo secretário-geral do Partido Socialista foi “o percurso da importância da esquerda se entender”. “Foi o primeiro que tentou e o primeiro que conseguiu”, admitiu.


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