A secretária de Estado do Turismo disse esta quinta-feira que Lisboa, Porto, Ericeira e o arquipélago da Madeira são os locais de eleição para os nómadas digitais que vêm para Portugal, que é um país não só bom para visitar ou trabalhar como para viver e investir.
“Estou muito otimista quanto ao futuro. Vamos ser mais felizes, ter melhores trabalhos, fazer as alianças certas com as empresas de software”, garantiu Rita Marques, clarificando que por trás dessa previsão está a pandemia, que “nos obrigou a pensar mais num equilíbrio entre a vida profissional e pessoal” e que o “work hard play hard passou a work better play better”.
Questionada na Web Summit sobre o que tem Portugal, além do sol, para ter conseguido atrair tanto talento internacional e turistas ao longo dos últimos anos, a governante retorquiu: “Se tivesse uma receita não lhe ia dizer. Somos [Portugal] acessíveis [em termos financeiros], temos um bom rácio de qualidade de vida, bom tempo e somos um país seguro”.
“Nós não somos uma startup. Estamos a crescer. Mas claro que há limites e bom ter concorrentes [outos países com programas de incentivo ao nomadismo digital]. É a parte boa de não existirem fronteiras”, referiu no painel “Offices without borders: How to attract remote talent”, moderado pelo jornalista freelancer Jared Lindzon, do “The Globe and Mail”.
Em relação à Web Summit, Rita Marques afirmou que o facto de a cimeira estar em Portugal desde 2016 teve “absolutamente” impacto direto no país. “Deu-nos uma boa marca. É uma paixão sem final. É o maior evento para startups, tecnológicas, comunidades digitais”, argumentou.
O Jornal Económico noticiou no início de outubro que o Governo iria alargar o Regime de Residentes Não Habituais (RNH) em sede de IRS aos nómadas digitais, ampliando as atividades abrangidas por este regime a outras atividades de trabalho à distância e de inovação tecnológica que poderão também ser tributadas a uma taxa fixa de IRS de 20% sobre os rendimentos do trabalho auferidos em Portugal.
A intenção é atrair profissionais nas áreas técnica, científica ou artística, noutras geografias, os chamados nómadas digitais, podendo passar a abranger atividades como consultores, programadores, especialistas em cibersegurança e outras ligadas a I&D.
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