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Biden convoca cimeira para assinalar Dia da Terra

Os principais países poluidores foram convocados pelo presidente dos Estados Unidos, que assim tenta regressar ao centro da defesa do clima, depois de a administração de Donald Trump ter feito o movimento precisamente contrário.
Alex Wong / Getty Images
22 Abril 2021, 09h54

O Dia da Terra, que se comemora esta quinta-feira, 22 de abril, é o motivo para a realização, durante dois dias, de uma cimeira de líderes que agregará, por via digital, cerca de 40 chefes de Estado, convocados pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Com a convocação, Biden pretende deixar claro o seu comprometimento com o regresso ao seio do grupo de países que se preocupam com as alterações climáticas – e que motivou o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris, decido em fevereiro passado.

Aliás, segundo a comunicação social norte-americana, um dos temas mais em foco na cimeira é precisamente o anúncio do objetivo de redução emissões até 2030 por parte dos Estados Unidos, que a comunicação social antecipa como “ambicioso” e “fundamental” – sendo certo que, desde que chegou à Casa Branca, Biden tem produzido extensa legislação sobre temas ligados ao clima.

Recorde-se que a União Europeia comprometeu-se, em dezembro passado, em reduzir pelo menos 55% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

Biden convocou todos os países mais industrializados para a cimeira. O presidente russo, Vladimir Putin, já disse que estará presente e a expectativa é que Xi Jinping, seu homólogo chinês (líder do país mais poluente do mundo) também compareça.

A cimeira de líderes sobre o clima sublinhará a urgência de uma ação climática mais forte e de algum modo servirá de ‘rampa de lançamento’ para a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) em novembro próximo em Glasgow.

Segundo a imprensa norte-americana, Joe Biden quer levar temas como o aumento dos esforços das principais economias mundiais para reduzir emissões na presente década, mobilizar financiamento para impulsionar a transição e ajudar países mais vulneráveis, debater os benefícios económicos dessa transição, e estimular as tecnologias de transformação e adaptação.

Joe Biden nomeou John Kerry, antigo secretário de Estado de Barack Obama, como enviado especial para o clima. Kerry tem multiplicado os contactos com os mais diversos países, na tentativa de colocar os Estados Unidos no centro de debate e das decisões em torno das alterações climáticas – depois de a administração Trump ter feito precisamente o contrário.

Biden disse desde a campanha eleitoral que a economia verde encerra inúmeras oportunidades económicas para as empresas norte-americanas. Tentava deste modo promover a economia verde, mas também acalmar os ânimos dos investidores de Wall Street. O mercado de capitais não costuma conviver bem com as políticas económicas que aumentam a pressão sobre as empresas petrolíferas e de prospeção – pelo que qualquer alteração nesta matéria avançada pela Casa Branca tem de ser feita com ‘pinças’.


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