O Dia da Terra, que se comemora esta quinta-feira, 22 de abril, é o motivo para a realização, durante dois dias, de uma cimeira de líderes que agregará, por via digital, cerca de 40 chefes de Estado, convocados pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
Com a convocação, Biden pretende deixar claro o seu comprometimento com o regresso ao seio do grupo de países que se preocupam com as alterações climáticas – e que motivou o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris, decido em fevereiro passado.
Aliás, segundo a comunicação social norte-americana, um dos temas mais em foco na cimeira é precisamente o anúncio do objetivo de redução emissões até 2030 por parte dos Estados Unidos, que a comunicação social antecipa como “ambicioso” e “fundamental” – sendo certo que, desde que chegou à Casa Branca, Biden tem produzido extensa legislação sobre temas ligados ao clima.
Recorde-se que a União Europeia comprometeu-se, em dezembro passado, em reduzir pelo menos 55% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.
Biden convocou todos os países mais industrializados para a cimeira. O presidente russo, Vladimir Putin, já disse que estará presente e a expectativa é que Xi Jinping, seu homólogo chinês (líder do país mais poluente do mundo) também compareça.
A cimeira de líderes sobre o clima sublinhará a urgência de uma ação climática mais forte e de algum modo servirá de ‘rampa de lançamento’ para a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) em novembro próximo em Glasgow.
Segundo a imprensa norte-americana, Joe Biden quer levar temas como o aumento dos esforços das principais economias mundiais para reduzir emissões na presente década, mobilizar financiamento para impulsionar a transição e ajudar países mais vulneráveis, debater os benefícios económicos dessa transição, e estimular as tecnologias de transformação e adaptação.
Joe Biden nomeou John Kerry, antigo secretário de Estado de Barack Obama, como enviado especial para o clima. Kerry tem multiplicado os contactos com os mais diversos países, na tentativa de colocar os Estados Unidos no centro de debate e das decisões em torno das alterações climáticas – depois de a administração Trump ter feito precisamente o contrário.
Biden disse desde a campanha eleitoral que a economia verde encerra inúmeras oportunidades económicas para as empresas norte-americanas. Tentava deste modo promover a economia verde, mas também acalmar os ânimos dos investidores de Wall Street. O mercado de capitais não costuma conviver bem com as políticas económicas que aumentam a pressão sobre as empresas petrolíferas e de prospeção – pelo que qualquer alteração nesta matéria avançada pela Casa Branca tem de ser feita com ‘pinças’.
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