Os deputados do PS eleitos pelo círculo da Madeira à Assembleia da República defenderam que sem o executivo nacional não seria possível trazer a Ryanair para a região autónoma.
O deputado do PS, Carlos Pereira, acusou o PSD e o CDS-PP, que governam em coligação na Madeira, de inventarem “malfeitorias” do Governo da República, enquanto que o governo nacional e o PS respondem com soluções.
Entre os exemplos apontados por Carlos Pereira esteve a vinda da Ryanair para a Madeira.
“Sem o Governo da República não havia Ryanair na Madeira”, afirmou Carlos Pereira. O socialista contudo sublinhou que naturalmente existiu um envolvimento do Governo da Madeira, no sentido de a par com o governo nacional criar todas as condições para que a companhia aérea chegasse à região autónoma.
“É claro que houve um envolvimento do Governo Regional, como não poderia deixar de ser, mas foi pela condução das negociações do Governo da República, negociações muito difíceis, com a Ryanair”, acrescentando que esta era uma solução pela qual a região já ansiava há anos, mas que “não ocorre só porque nós desejamos, nem por um estalar de dedos”.
A Ryanair anunciou a instalação de uma base na Madeira, que representa um investimento de 177 milhões de euros.
Estão previstas duas aeronaves, 60 novos postos de trabalho diretos, mais de 40 voos semanais a sair da região autónoma, e dez novas rotas.
Das 10 novas rotas cinco serão exclusivas, para o próximo verão, adianta a companhia aérea.
As novas rotas para o verão serão: Bruxelas Charleroi; Dublin; Lisboa; Londres Stansted; Manchester; Marselha; Milão Bergamo; Nuremberga; Paris Beauvais; Porto.
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