O PSI-20 fechou em queda de 0,85% para 5.441,39 pontos com a maioria dos títulos em queda. Em contraciclo com a maioria das ações do índice esteve a Galp que valorizou 1,95% para 8,352 euros na sequência do anúncio da parceria entre a Galp e a Northvolt para um investimento de 700 milhões de euros em projeto de lítio em Portugal. A EDP Renováveis tombou 4,04% para 20,9 euros.
Das 19 cotadas 13 sofreram perdas, cinco fecharam no verde e a Semapa inalterada.
As cotadas de energia foram das que mais caíram. Para além da EDPR, a Greenvolt caiu 2,54%, fechando nos 6,15 euros. Também a REN recuou 1%, para 2,475 euros, e a EDP desceu 0,32%, encerrando nos 4,724 euros.
A Corticeira Amorim recuou 2,16% para 10,86 euros; a Ramada perdeu 3,03% para 7,04 euros;
A pesar no índice esteve também a Jerónimo Martins com uma queda de 1,46%, até aos 20,23 euros.
O BCP foi outra das grandes cotadas a fechar em queda de 0,14%, para os 13,82 cêntimos.
Já pela positiva, destacou-se, para além da galp, a NOS (+0,87% para 3,48 euros), a Sonae (+0,41% para 0,97 euros), a Navigator (+0,37% para 3,27 euros) e CTT (+0,12% subiu 4,255 euros).
As principais praças europeias encerram em baixa, com o índice espanhol IBEX a ser a exceção, impulsionado pela Inditex e Telefónica.
O EuroStoxx 50 caiu 0,87% para 4.146,8 pontos e o Stoxx 600 recuou 0,71%.
O analista de mercados do Millennium investment banking, Ramiro Loureiro explica que o “turnover mais baixo do que o normal no Euro Stoxx 50, -22,05% em relação à média das últimas 20 sessões, pode significar que os investidores estão cautelosamente a aguardar pelas importantes decisões dos bancos centrais, com a FED a pronunciar-se amanhã pelas 19h e o Bank of England e BCE na quinta-feira”.
O setor de Recursos Naturais “liderou os ganhos no universo Stoxx600, impulsionado pela valorização da ArcelorMittal. A Banca também foi destaque pela positiva, animada com a subida das yields de divida soberana”, explicou o analista. A dívida a 10 anos da Alemanha agrava 1,48 pontos base para -0,37%. Já dívida pública portuguesa sobe 1,05 pontos base para 0,26%. Espanha e Itália com os juros em alta de 2,19 e 2,58 pontos base, respetivamente, para 0,33% e 0,93%.
O FTSE 100 caiu 0,18% para 7.218,6 pontos; o CAC 40 recuou 0,69% para 6.895,3 pontos; e o DAX tombou 1,08% para 15.453,6 pontos e liderou as perdas na Europa. Isto, um dia depois de a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, ter dito que o gasoduto Nord Stream 2, uma parceria russo-alemã, não cumpre de momento os requisitos para que seja autorizado o início do seu funcionamento. Em paralelo, a nova chefe da diplomacia de Berlim assegurou na noite de domingo que o Nord Stream 2 não será autorizado a funcionar em caso de uma nova “escalada” na Ucrânia devido a um acordo de princípio concluído entre Berlim e Washington.
Em alta subiram o FTSE MIB (+0,02% para 26.556,7 pontos) e o IBEX ganhou 0,67% para 8.378,5 pontos.
À hora do fecho europeu as bolsas norte-americanas recuavam, com as perdas a atingirem os 1,8% no Nasdaq 100, após a revelação de que os preços no produtor norte-americano aumentaram mais que o previsto em novembro, efeito que a passar para o consumidor pode gerar maior pressão sobre a inflação, dando maior relevo às decisões da Fed, realça o analista do BCP
A nível macroeconómico, o Índice de Produção Industrial do Eurostat revela que em outubro de 2021, a produção no Sector Industrial registou variações de -6,5% em Portugal, 3,3% na Zona Euro e 3,6% na UE27, em termos homólogos.
O petróleo Brent tomba 2,11% no mercado de Londres para 72,82 dólares. Nesta altura o crude WTI acompanha com uma queda de 2,26% para 69,68 dólares.
O euro deprecia 0,10% para 1,1273 dólares.
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